Não resisti e tive que falar sobre a tal lei contra o cigarro e que sou TOTALMENTE A FAVOR dela.
Daí você que fuma pode me dizer que você tem todo o direito de fumar em qualquer lugar. E o meu direito de não ter fumaça fedorenta na minha cara?
Daí você que fuma me diz que balada só é balada quando se pode beber e fumar. E o que eu, que saio toda cheirosinha de casa e volto fedendo à cinzeiro?
Daí você que fuma fala que o cigarro não faz tão mal assim pra mim e solta a tal frase “Me mostre uma pessoa que teve câncer porque era fumante passivo e eu te mostro um ganhador do Papa Tudo”. E o que a minha alergia respiratória e a minha alergia no olho por causa da fumaça têm a ver com o seu vício? E quem disse que mesmo não sabendo de ninguém que tenha desenvolvido câncer por ser fumante passivo eu quero ficar de cobaia e ver se desenvolvo um?
Entendeu porque sou a favor? Convivo desde que nasci com o maior fumante que conheço: meu pai. Quando era pequena nunca tive alergia à cigarro, não vou dar uma de puritana e dizer que nunca fumei (tive minha ultra mega mini fase de fumante quando era adolescente) e depois que cresci, passei a ter problemas. É de se pensar que meu pai tenha parado de fumar dentro de casa, certo? Mas não parou, só evita quando eu estou por perto e olhe lá. Além disso, tive por um bom tempo conviver com o fedor do cigarro dentro de restaurantes (quem disse que a fumaça respeitava a tal área de fumantes?), deixei de sair tanto pra noite porque não aguentava ficar por muito tempo com a fumaça… e agora posso pensar em comer sossegada, ir pra balada, voltar pra casa cheirosa.
Tá vendo porque acho que nenhum dos argumentos acima tem valor? Se você continua com o direito de fumar onde quiser, eu perco o meu e respirar ar puro, não espirrar, não ter os olhos lacrimejando e não ser uma possível paciente de quimioterapia.
Pra quem tem dúvidas, o G1 respondeu algumas aqui.