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15/09/11

E a Michelle Williams de Marylin, hein?

Por Ana Carolina | Arquivado em leituras, moda

Nunca prestei muita atenção à moça não, o máximo que lembro é da época de revoltadinha-moderninha em Dawson’s Creek e que ela é mãe da filha do Heath Ledger. Aí ela vem e dá esse tapa na capa da sociedade fazendo a Marylin na capa da Vogue. Olha, tô de cara. Linda!

Claro que o ensaio tinha que se da Annie Leibovitz, de quem sou fã. Tá tudo perfeito: modelo, roupa, maquiagem, luz… fora que a semelhança entre a diva e a Michelle é gritante. Não foi à toa que escalaram ela pro papel da loirona mais famosa de Hollywood em My Week with Marilyn (aposto que vem daí toda a pose perfeita de Marilyn que ela tem nas fotos. Lembra muito as originais). Tô doida pra assistir!

07/07/09

Andei lendo: Marilyn e JFK (François Forestier)

Por Ana Carolina | Arquivado em andei lendo, cinema, leituras

Já disse muito por aqui que sou fã de histórias reais, certo? Acho que já devo ter falado por aqui que se tem uma época que realmente gosto são as décadas de 50 e 60. A música, o cinema, os mitos… nisso tudo, óbvio, está inclusa a Marilyn Monroe. Diva eterna, a vida da mulher rende assunto até hoje e foi assim que me interessei por esse livro (que ganhei de aniversário da Erica e do Lê). Devorei o livro em dois dias e resolvi fazer um post só para ele, para eu poder comentar tuuuudo, colocar fotos e vídeos. ;)

marilyn_jfkMarilyn e JFk
Um livro que começa com o autor dizendo “Para iluminar um pouco tanta escuridão, foi preciso uma sólida documentação, um editor paciente e um defeito crucial: uma má índole. Eu tenho.” não tem como ser ruim, certo? Adoro biografias que contam os podres e não medem esforços para mostrar que a personalidade em questão tinha defeitos.

Vamos começar pelos personagens principais: Marilyn Monroe, a super diva do cinema e John Fitzgerald Kennedy, presidente americano muito querido pelos seus eleitores. E entre eles muito mais gente: Robert (irmão do JFK), Jackie (mulher de JFK), dois ex-maridos de Marilyn, mafiosos, cantores, atores, políticos, policiais, investigadores, psiquiatras, detetives… uma lista sem fim de pessoas.

O livro dá um breve panorama da história de Marilyn (infância pobre, pai desconhecido, mãe internada no manicômio, casada com o namoradinho para ter onde morar depois que os pais adotivos a abandonam) e de John (filho de irlandês que se deu bem na América, criança rica, doente que precisa de vários tratamentos) e começa a dar mais detalhes quando a história dos dois se cruza. Marilyn já é a atriz mais sexy da época e John é um senador casado que não pode ver um rabo de saia pela frente.

Acho que o que mais me chocou no livro foi saber que JFK era um super galinha: encostou o pé no chão quando sentou na guia já tava no ponto pra ir pra cama com ele. Ele teve vááááriiiasss amantes: atrizes, secretárias, cantoras, garotas de programa… desde que não contassem à ninguém suas puladas de cerca, estava tudo bem. Claro que todo mundo sabia dessas escapadas dele (e  ele não fazia questão nenhuma de escondê-las), inclusive Jackie Kennedy (a mulher recatada e ideal americano de esposa). Nunca fui fã da Jackie, sempre a achei bem sem graça e feinha, mas depois de ler esse livro a antipatia cresceu MUITO. Mesmo sabendo das traições do marido, continuou casada com ele por causa do dinheiro (chegou até a receber dinheiro do sogro para isso). Não tem esposa modelo mais falsa que ela. Pra mim, ela não tem mérito nenhum para ter um esmalte com o nome dela.

 

Jackie e JFK no dia do casamento

Jackie e JFK no dia do casamento

Não que Marilyn fosse a pureza em pessoa, já que não perdoava nem os entregadores de pizza. Teve casos com atores, roteiristas e qualquer um que mostrasse interesse em dar um pouco de carinho para ela. No começo da carreira, sua carta de recomendação dizia que “esta garota faz sexo oral maravilhosamente“. Precisa dizer mais?

JFK era amigo de Frank Sinatra e de todo o Rat Pack, com quem costumava farrear e dividir suas call girls. Sinatra, aliás, acompanhou muito de perto toda o romance de John e Marilyn.

Rat Pack: Frank Sinatra, Dean Martin, Sammy Davis Jr., Peter Lawford e Joey Bishop

Rat Pack: Frank Sinatra, Dean Martin, Sammy Davis Jr., Peter Lawford e Joey Bishop

Os dois nunca fizeram questão de esconder o romance que, na época, todos sabiam que rolava. Tudo bem que eles estavam cercados por escutas da CIA, FBI, agentes federais, detetive particular e até do psiquiatra da MM, mas mesmo assim: os dois não estavam nem aí, andavam de braços dados na praia, passavam noites em hotéis, conversavam muito ao telefone.

Marilyn sempre foi uma pessoa muito perturbada, mas com o passar dos anos seu vício em remédios e bebida cresceu absurdamente: as overdoses viraram parte da rotina, a falta de limpeza chegou ao extremo (alguns de seus amantes chegaram a ir embora por não aguentarem suas unhas sujas, cabelos oleosos e cocô de cachorro espalhado por todo o canto). Chegou à ser internada em hospício, mas seu ex-marido e amigo Joe DiMaggio sempre estava por perto para ajudá-la.

DiMaggio e Marilyn, na época de casados

DiMaggio e Marilyn, na época de casados

A foto da capa do livro é a única foto ainda existente da comemoração íntima que JFK teve depois da super comemoração em quem Marilyn cantou o famoso Happy Birthday. Todas as outras fotos foram destruídas pelos oficiais do Governo, à fim de acabar com provas de que o presidente comemorou seu aniversário com a loira.

Robert, Marilyn e John

Robert, Marilyn e John

Esse foi o último dia do caso que durou 10 anos e acabou com um belo pé na bunda dado por John, por pura e espontânea pressão da Jackie. Coitada da Marilyn, mandou fazer um super vestido sexy (que teve que ser costurado à seu corpo), fugiu do set de filmagem para ir cantar pro cara e no dia seguinte leva um pé na bunda!

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Marilyn que já não estava tão bem, acabou pior: teve um rápido caso com Robert Kennedy, mais algumas overdoses (chegou a ser estuprada por mafiosos durante uma delas), perdeu o contrato com a Fox e acabou morrendo de overdose em pouco tempo, totalmente sozinha em casa. JFK morreu pouco mais de um ano depois, com alguns tiros na cabeça, disparados por Lee Oswald.

Eu que mergulho totalmente nas histórias, já passei um tempão olhando fotos e vídeos dos dois. Aliás, esse é o único ponto fraco do livro: a falta de fotos.