Em grande detalhe? Então tá, aí vai:
06h – O despertador tocou.
06h20 – O despertador tocou de novo, acabou a bateria do celular e dormi de novo.
06h30 – Se não fosse minha mãe chamar, eu teria continuado na cama.
06h40 – Banho.
07h/07h10 – Cochilinho básico antes de terminar de me arrumar.
07h37 – Saí de casa, rumo ao trabalho.
09h51 – Cheguei à agência.
09h53/10h – Lavei a mão, peguei chá e água, chequei os e-mails do trabalho.
10h – Comecei o rascunho desse post, enquanto montava o post de ontem, que atrasou pela falta de internet.
10h20 – Trabalhando.
11h06 – O chefe ligou dizendo que a mulher estava com dores e não vinha trabalhar.
11h23 – Resolvi que estou com preguiça de fazer as unhas em casa, então marquei manicure pra hora do almoço.
11h54 – Liguei pela terceira vez para reclamar com a Editora Abril porque cancelei uma assinatura e eles continuam debitando a renovação dela no meu cartão de crédito. Malditos!
11h58 – 4 minutos esperando para falar com um atendente da Editora Abril.
12h01 – Atendente reclamando porque não é o meu CEP que está cadastrado na Abril. Oi? Não tenho culpa se o sistema deles é burro e eles abreviam meu nome e da minha irmã igualzinho. Caralhos.
12h02 – Decido oficialmente que odeio a Editora Abril. GRRRRRR
12h05 – Discutindo com a atendente. A Editora Abril erra, eu vou ter que ficar um ano ligando pedindo reembolso. MALDITOS.
12h07 – Final do atendimento: a idiota aqui tem que ligar todo mês pedindo reembolso, a atendente não resolve NADA e nem número de atendimento ela pode me passar porque a Editora Abril é tão salafrária que nem isso dá. Reclame Aqui agooooora mesmo.
12h22 – Terminei de escrever minha reclamação e postei no Reclame Aqui.
12h28 – Hora de ir almoçar, pra depois fazer as unhas.
12h40 – Fiz meu pedido no Baked Potato.
12h56 – Terminei de comer, hora dazunha.

Achei feio, ruim de passar (olha só como ficou, mesmo com a manicure fazendo de tudo pra tirar direitinho as bordas). É o água de coco, da Hits.
13h32 – Unhas prontas, mas achei o esmalte super feio. :/
13h40 – Pagando as compras nas Americanas: Bis branco, chokito e prestígio. :9
13h54 – De volta ao trabalho.
14h10 – Paradinha no trabalho pra ler sobre a polêmica das blogueiras na Beauty Fair.
14h16 – Trabalhando.
15h05 – Chamada pra reunião.
15h40 – Reunião acabou.
15h58 – Hora de abrir o Bis Branco e ter uma tarde mais feliz.
17h26 – Acabou o Bis Branco.
18h32 – Resolvo só por curiosidade pesquisar o preço d’O Último Olimpiano pro namorado.
18h44 – Fechei a compra d’O Último Olimpiano, Os Homens que Não Amavam as Mulheres e A Prova é a Testemunha. Isso porque tinha me prometido q não ia comprar mais livro nenhum até ter acabado com a fila lá de casa.
18h47 – Namorado ligou, tenho carona pra casa. \o/
18h48 – Terminando os jobs de hoje, listando tudo o que tenho que entregar essa semana.
19h23 – Cansei de ficar na frente do computador, vou pro shopping.
E pronto, esse foi meu dia, em detalhes. Agora vai ser Starbucks-carona do namorado-casa-trocar de esmalte (esse tá terrível e até já lascou)-cama.
Na época em que li o Serial Killer – Louco ou Cruel, da Ilana Casoy, eu ainda não resenhava livro aqui no blog. Mesmo assim, fiz um post falando sobre um dos casos do livro porque fiquei maluca com a narrativa da autora e os detalhes que ela dá. Tava doida pra ler algum outro livro dela e quando vi O Quinto Mandamento dando sopa no Trocando Livros, pedi na hora.
Ilana foi a única jornalista a acompanhar de perto (mesmo!) as investigações do caso Richthofen e, nesse livro, conta em detalhes tudo o que presenciou.
Você lembra do tal caso Richthofen, né? Em 2002 a filhinha rica resolveu recrutar o namorado e o cunhado para matar seus pais, achando que assim estaria livre para fumar maconha, namorar e gastar dinheiro à vontade. Foi descoberta logo, presa e confessou o crime. Simples assim. Aqui dá pra ler mais um pouquinho, pra refrescar a memória.
Ilana começou a acompanhar o caso logo no dia seguinte ao crime. Não esteve na casa no momento em que os policiais chegaram pela primeira vez à casa, mas ouviu “frescos” os testemunhos dos policiais e peritos que lá estiveram. Acompanhou depoimentos dos envolvidos e, como relata no ponto alto do livro, acompanhou a reconstituição do crime, feita com os três culpados: Suzane, Daniel Cravinhos (o namorado) e Cristian (o cunhado). Viu Daniele e Cristian terem crises de choro e Suzane reviver passo a passo aquela noite sem demonstrar qualquer emoção. O livro acaba com a reconstituição e promete uma segunda parte, com o julgamento (que só foi acontecer em 2006).
Suzane tinha 19 anos, já tinha carro, fazia faculdade, tinha viajado várias vezes pro exterior, estudado nas melhores escolas, roupas da moda, dinheiro para passear. As pessoas próximas à família descreviam os pais da garota como amáveis e preocupados com a filha. Então porque ela teria motivos para matar os pais? Simples: eles não aprovavam seu namoro com Daniel, alegavam que os dois “eram de mundos diferentes”. Injusto? Talvez? Razão para mandar os pais? Nunca.
Ela armou tudo com o namorado, convidou o cunhado a participar do crime, tirou o irmão mais novo de casa para que ele não fizesse parte do crime, enterrou os pais, deu festa de aniversário, tinha planos para gastar a herança. O que deu errado? Nem ela, nem os comparsas, eram muito inteligentes e deixaram várias pistas para trás.
Agora me diz: uma criatura dessa merece que a gente gaste nosso suado dinheirinho mantendo ela na cadeia? Ai, gente. Pode reclamar, mas eu sou a favor da pena de morte pra gente tão sem coração assim. Vocês realmente acham que uma pessoa que arma o assassinato dos pais só porque eles proibem um namoro realmente tem chance de recuperação? Eu não tenho tanta fé no ser humano, pra concordar com essa teoria. E talvez a Suzane também concorde comigo, lembra da vez que ela fingiu ser frágil e meio doida?
Eu ia falar sobre o Mate-me por favor porque acho ele muito bom, mas lembrei que já falei dele aqui e gosto tanto dele quanto desse outro que escolhi.
Sempre que penso em livros sobre crimes o primeiro livro que me vem à cabeça é A Sangue Frio, do Truman Capote. Gosto muito dos livros da Ilana Casoy (sério, a mulher é gênio para escrever sobre crimes reais), mas acho que esse é sempre minha primeira referência justamente por ter sido o primeiro livro que li desse gênero.
Capote já era um escritor famoso (ele já tinha lançado Bonequinha de Luxo, né?) quando ficou fascinado pelo assassinato de uma família inteira de forma cruel, no interior dos Estados Unidos. Resolveu escrever um livro sobre o crime, viajou para o interior, entrevistou várias vezes os assassinos, chegou até a ter uma “amizade” com um deles e só conseguiu terminar o livro depois da sentença de morte à qual os acusados foram condenados ser cumprida.
O livro foi o grande sucesso da carreira do escritor e virou filme, de uma forma um pouco diferente: Capote mostra todo o processo de escrita do livro, o que Truman enfrentou para terminá-lo e publicá-lo, como todo esse processo o afetou. É longo e um tanto parado, mas a atuação do Phillip Seymour Hoffman como Capote é impagável e tudo muito bem cuidado. Recebeu 5 indicações ao Oscar, mas não levou nenhum prêmio.
Se você gosta de histórias reais e crimes, tem que ler. É referência SEMPRE.
Esse foi difícil de decidir por dois motivos: queria falar de algum livro que eu não tenha lido desde que comecei o Andei lendo e só me vinha biografia ou livro que conta alguma história real. Tenso, né? Então por isso o post de hoje demorou (mentira, foi também porque hoje o trabalho foi muito e o tempo livre, pouco). No fim pensei, pensei e lembrei de alguns que eu adoro. Aí que simplesmente não conseguia me decidir MESMO.
Acabei escolhendo Outsiders, da Susan E. Hinton (Ká, peguei um dos seus livros favoritos emprestados pro post!) por dois motivos: é daqueles livros que você não consegue largar enquanto não terminar e é um livro que tenho vontade de reler. Ponyboy Curtis é um adolescente que vive com seus irmãos mais velhos e tem uma turma de amigos. A vida deles é tipicamente adolescente: escola, meninas, dinheiro… e gangues. Era aquela época nos Estados Unidos em que tinha gangue para tudo quanto é lado, as cidades viviam cheias de brigas.
Ponyboy, os irmãos e os amigos eram Greasers (sim, pensou certo ao lembrar do filme com o Travolta), que viviam brigando com os Socs (os boyzinhos da época). As brigas entre as gangues ficam cada vez piores (claaaaro que tem menina envolvida, né?) e não vou falar mais nada. hahaha. Se não conto tudo e perde a graça, né?
A Susan E. Hinton tinha 15 anos quando escreveu o livro, tomando por base experiências de um amigo (mas não é biográfico, hein?) e conseguiu publicá-lo já no ano seguinte. Acho impressionante gente que publica livro tão novo.
Se você acha que conhece o nome do livro de algum lugar, olha só: em 1983 ele virou filme e se você tem minha idade (oi, mais de meio século!) já assistiu ele muitas vezes na Sessão da Tarde. Vidas sem rumo (não dava pra Globo passar o filme com título em inglês, né?) tinha um elenco que deu muito o que falar nos anos seguintes: Matt Dillon, Patrick Swayze, Rob Lowe, Emilio Estevez, Tom Cruise, Tom Waits e C. Thomas Howell (no papel de Ponyboy). E ainda teve direção do Coppola, coisa que só descobri agora. haha
Taí um livro que não tenho na minhas estante e que queria muito. Pena que só encontro em sebos e quase sempre em péssimo estado. :/
Daí que já vejo algumas pessoas na revolta só de ver que vou resenhar o livro da Carrie Bradshaw adolescente. “Você não vive dizendo que Sex and the City é uma droga?”. Sim, vivo. E continuo achando. Mas olha só: sou uma pessoa fraca. Não resisto à livros adolescentes, nem à capas bonitas. Então olhaí porque comprei o livro da Carrie.
Desde o lançamento do livro fiquei querendo comprar, mas relutava porque li à duras penas Sex and the City e peguei uma birra enorme da autora. Mas aí veio minha orgia literária na Saraiva, o preço tava bom e o desconto era melhor ainda e não resisti. Ainda bem.
O livro é leve e é bem legal “ver” a família da Carrie: pai, mãe (que já morreu, mas é muito citada) e duas irmãs mais novas. Também é legal ver que desde o colégio Carrie nunca teve só uma melhor amiga, mas sempre uma turminha. Claro que as meninas já tem todo o estereótipo das amigas que Carrie arranja em NY: a perfeitinha e meiga, a independente e inteligente e a devoradora de homens. Claro que tudo em uma escala de meninas de 17 anos, né? Mas enfim, os perfis são os mesmos.
Toda a história se passa no período de um ano (o último de Carrie no colégio) e ela reencontra um menino que gostava quando era mais nova, escolhe a faculdade, vai pra balada, vê os amigos tomando decisões importantes… bem aquela coisa de final de colégio é hora das grandes decisões da vida, manja?
Uma coisa que gostei MUITO: a ambientação. Carrie era colegial na década de 80 e toda vez que ela diz como se vestiu para alguma ocasião dá pra imaginar direitinho, com a moda 80’s super bem marcada. Tem também bastante referência musical. O livro viraria um ótimo filme adolescente bem à moda de Gatinhas e Gatões ou O Clube dos 5. Adorei.
Cyd Charisse é uma adolescente que foi expulsa do internato onde estudava depois de ter sido pega dando uns malhos com o ex-namorado, em uma sala cheia de garrafas de bebida e caixas de remédio tarja preta. Agora mora com a mãe, o padrasto e dois meio-irmãos, mas a relação com a família é terrível.
Por causa de uma acidente (foi pega roubando em uma loja), tem que prestar serviço comunitário em um asilo, onde conhece Pão-Doce (uma senhorinha super querida) e Siri, um menino de sua idade, surfista e mais baixo que ela, que vira seu namorado.
Achei fofo Cyd sonhar em criar e viver em uma comunidade afastada, cada hora de um jeito. Uma comunidade hippie, uma comunidade só com coisas feitas de mel.. ela vai mudando a fantasia de como essa comunidade seria ao longo do livro.
Enfim, Cyd é uma menina que já transou com alguns meninos, já fez aborto, já usou drogas e já se meteu em muitas encrencas, mas agora tem que se ajustar à vida em família e ao fato de ter o namorado dos sonhos.
Claro que ela continua se metendo em confusão e vai passar um tempo com seu pai biológico, Frank. Lá conhece um pouco mais o pai e os meio-irmãos, com quem nunca tinha tido contato.
Ah! E por quê o livro chama Pão-de-mel? Esse é o nome da bonequinha que acompanha Cyd desde os 5 anos e com quem ela conversa e interage o tempo todo.
Adorei a personagem, toda rebelde wannabe, mas super ingênua. Tô doida pra ler a sequência, Siri.
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