A notícia é velha, mas gosto tanto desse projeto que achei que valia o post mesmo assim.
O Continue Curioso é uma web série de documentários sobre pessoas que mudaram sua vida e vivem mais felizes. A grande maioria muda totalmente de profissão e de estilo de vida. E, OLHA A SURPRESA, a maioria é publicitário. HAHAHHAHA.
Os vídeos são ótimos, os depoimentos não poderiam ser mais verdadeiros e, aposto, que você vai ficar querendo mudar tudo de errado que tem na sua vida assim que terminar de assisti-los. Eu sei que eu fico, toda vez que sai um vídeo novo. Meu favorito até agora é o da Jaque Barbosa e do Eme Viegas.
Vale muito a pena assistir.
Já falei por aqui que Raul Seixas é uma das melhores coisas no rock nacional, pra mim. Exatamente por isso estava doida para assistir o documentário Raul – o início, o meio e o fim desde que ouvir dizer que estava sendo produzido. Um documentário com entrevistas de amigos, fãs, jornalistas e todo o tipo de gente que conviveu com o Maluco Beleza. Cenas de shows, a vida em casa… tudo isso me deixou bem curiosa e doida para correr ao cinema.
Ontem consegui um tempinho e fui assistir. O documentário é bem completo, mostra desde a época em que Raul descobriu Elvis (ah, sempre o rei) e resolveu virar uma estrela. Queria ir para Hollywood, ser famoso, aparecer no cinema. Abriu fã clube, começou sua própria banda… e foi isso o que definiu sua vida. Saiu da Bahia para trabalhar como produtor musical no Rio, casou, descasou, juntou, desjuntou, teve filhas… e no meio disso tudo conheceu Paulo Coelho e começou a parceria mais famosa (mas não a mais frutífera) que teve. Conheceu a drogas, mas não largou o alcóol que desde o começo da adolescência já tomava. Saiu do país, voltou, fez muito sucesso e ficou esquecido sem pisar em um palco por 4 anos. Se afundou nas drogas e na bebida, passou a ter problemas de saúde. Conheceu Marcelo Nova e fez com ele seu último disco e sua última turnê. Morreu sozinho, deitado na cama, de pijama.
Saí ainda mais apaixonada por Raul e por sua obra. Me emocionei em muitos momentos, quis cantar junto todas as músicas. Raul foi isso: uma dessas forças que aparecem aqui na Terra às vezes e deixam um legado difícil de esquecer. A parte mais triste foi constatar que ele, por muito pouco, não morreu totalmente esquecido pela mídia. Estava acabado e viciado, mas não sem talento. Acabou virando uma lenda com um quê de chacota, com fama de ídolo hippie dos tiozões motoqueiros.
[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=IiRQjiZ7vNw[/youtube]
Um conselho? Assista ao documentário, mesmo que você não seja fã. Vai ser bom para você perceber que Raul foi muito maior do que essa lenda piadista, foi o berço de boa parte do rock nacional.
Sou corinthiana desde que me entendo por gente. Gosto de futebol, assisto aos jogos, fico triste quando perde, acompanho a posição no campeonato. E acho a maior idiotice esse negócio de que mulher não entende de futebol, que futebol é só coisa de homem (o que, aliás, eu ouço muito mais mulheres falarem do que homens). Também já vou dizendo que se alguém aqui disser que gosto de futebol por causa do meu namorado, está totalmente enganado: ele também é corinthiano, mas não assiste jogos e nem faz muita questão disso. Explicação dada, vamos ao post.
Há algum tempo já tinha ouvido falar do documentário longa-metragem Fiel. Os boatos começaram logo que o time caiu para a segunda-divisão do campeonato brasileiro e acabaram virando verdade: o filme será lançado em fevereiro ou março do ano que vem.
O documentário não é sobre o time, mas sim sobre a torcida: a maior torcida do estado e a segunda maior do país. Mostra a vibração dos torcedores, toda essa onda do “Nunca vou te abandonar” que surgiu desde que o time foi rebaixado e, acima de tudo, o amor dos torcedores pelo time. Sei que sou suspeita para falar, mas acho muito bonito esse amor que o pessoal tem pelo time: choram, berram, torcem, dão força, fazem paródias incentivando o time, mas também reclamam quando têm que reclamar.
A direção é da Andrea Pasquini e o roteiro, de Serginho Groisman e de ninguém menos que Marcelo Rubens Paiva (um dos meus escritores favoritos, a única pessoa famosa que já encontrei e tive vontade de ir pedir pra tirar foto, mas não tive coragem. É muita admiração, minha gente).
Se eu já tinha ficado com muita vontade de assisitir ao documentário só pela história em si, imagina agora que fiquei sabendo que o Marcelo fez parte do roteiro? Virou questão de honra.
Enquanto o lançamento não vem, dá para ir acompanhando notícias, vídeos da torcida e depoimentos de torcedores fanáticos pelo site. Lá também dá pra votar no cartaz (e capa) do filme: são cinco opções (nenhuma realmente legal, mas tudo bem) e a mais votada vai ser a veiculada no lançamento do filme.