A Jú leu minha mente quando me deu esse livro de presente. Desde que vi na prateleira da livraria fiquei querendo porque sempre tive curiosidade com essas histórias de cativeiros super longos.
Acho que todo mundo conhece a história da Natascha Kampusch, mas aí vai um resuminho: a russa foi sequestrada por um homem quando tinha 10 anos e só conseguiu escapar do cativeiro quando já estava com 18. Passou a infância inteira trancada na casa dele, fazendo serviços de casa e de construção. Cara legal, hein? NOT!
O livro é curtinho, bem rápido de ler e ó: não dá taaaantos detalhes sórdidos quanto achei que desse. Ela conta dos abusos físicos e psicológicos que sofreu (e que não foram poucos), mas deixa no ar se ele fazia a moça ter relações bíblicas com ele ou não. Como a própria Natascha escreveu o livro, ele é cheio de reflexões e “culpas”: os pais que não eram muito bons com ela o tempo todo, o trauma de ser gordinha quando criança…. e o mais incrível de tudo, explicações que até parecem desculpas para o criminoso fazer o que fez.

O cartaz que foi espalhado pela cidade quando Natascha desapareceu e o quartinho onde passou os 8 anos na casa do sequestrador.
Priklopil (o sequestrador) fez Natascha emagrecer até ficar praticamente pele e osso, raspar o cabelo (já que ele era neurótico e não queria deixar vestígio nenhum de DNA da menina perdido pela casa), batia nela repetidas vezes e a fazia até reformar a casa e outros apartamentos que comprava para alugar. Ele era um maldito completo e frangote, tanto que se matou quando soube que Natascha tinha conseguido apoio da polícia e que estava sendo procurado.
O livro é legal para conhecer os detalhes do crime, mas achei a Natascha um tanto chatinha. Tuuudo ela analisa, tuuudo tem um culpado… claro que se eu também tivesse ficado 8 anos em um cubículo sofrendo todos esses abusos, também seria meio chatinha.
Desde que assisti Tropa de Elite fiquei curiosa pelo livro que serviu de base para o roteiro do filme. Aí quando tava procurando algum livro legal para pegar no Trocando Livros e dei de cara com ele, não pensei duas vezes. A surpresa mais legal foi que o meu tem a capa original e não essa, com o Wagner Moura. Já disse aqui que odeio quando os livros tem capa de poster de filme? Pois é.
O livro é contado em primeira pessoa, por um ex-policial. Ele contra várias histórias, fora de ordem cronológica e que mostram por os vários aspectos da corrupção dentro da polícia (e, por tabela, da política).
Não fala muito sobre o treinamento para o Bope, nem sobre a vinda do Papa para o Brasil, como no filme. Como falei, o filme é baseado no livro e o próprio Pimentel (que é ex-policial do Bope) ajudou no roteiro do filme.
Fazia um tempinho que o livro estava aqui na minha fila (que não para de crescer, gente! Que desespero!) e deixei para ler só agora porque assim estaria com o climão Bope fresquinho na minha cabeça, para assistir ao Tropa de Elite 2, que estreia agora dia 08/10.
Essa sequência só vai estrear agora, mas o filme já é assunto com o namorado há alguns meses, já que a produtora dele foi responsável pela finalização e efeitos do filme. A Invaders FX está completando um ano agora e já tem vários filmes ótimos no repertório. Orgulho define, viu?
Então é isso. No começo do mês vou à pré-estreia (Wagner Moura, me aguarde! hahahha) e volto aqui pra contar o que achei do filme.
Na época em que li o Serial Killer – Louco ou Cruel, da Ilana Casoy, eu ainda não resenhava livro aqui no blog. Mesmo assim, fiz um post falando sobre um dos casos do livro porque fiquei maluca com a narrativa da autora e os detalhes que ela dá. Tava doida pra ler algum outro livro dela e quando vi O Quinto Mandamento dando sopa no Trocando Livros, pedi na hora.
Ilana foi a única jornalista a acompanhar de perto (mesmo!) as investigações do caso Richthofen e, nesse livro, conta em detalhes tudo o que presenciou.
Você lembra do tal caso Richthofen, né? Em 2002 a filhinha rica resolveu recrutar o namorado e o cunhado para matar seus pais, achando que assim estaria livre para fumar maconha, namorar e gastar dinheiro à vontade. Foi descoberta logo, presa e confessou o crime. Simples assim. Aqui dá pra ler mais um pouquinho, pra refrescar a memória.
Ilana começou a acompanhar o caso logo no dia seguinte ao crime. Não esteve na casa no momento em que os policiais chegaram pela primeira vez à casa, mas ouviu “frescos” os testemunhos dos policiais e peritos que lá estiveram. Acompanhou depoimentos dos envolvidos e, como relata no ponto alto do livro, acompanhou a reconstituição do crime, feita com os três culpados: Suzane, Daniel Cravinhos (o namorado) e Cristian (o cunhado). Viu Daniele e Cristian terem crises de choro e Suzane reviver passo a passo aquela noite sem demonstrar qualquer emoção. O livro acaba com a reconstituição e promete uma segunda parte, com o julgamento (que só foi acontecer em 2006).
Suzane tinha 19 anos, já tinha carro, fazia faculdade, tinha viajado várias vezes pro exterior, estudado nas melhores escolas, roupas da moda, dinheiro para passear. As pessoas próximas à família descreviam os pais da garota como amáveis e preocupados com a filha. Então porque ela teria motivos para matar os pais? Simples: eles não aprovavam seu namoro com Daniel, alegavam que os dois “eram de mundos diferentes”. Injusto? Talvez? Razão para mandar os pais? Nunca.
Ela armou tudo com o namorado, convidou o cunhado a participar do crime, tirou o irmão mais novo de casa para que ele não fizesse parte do crime, enterrou os pais, deu festa de aniversário, tinha planos para gastar a herança. O que deu errado? Nem ela, nem os comparsas, eram muito inteligentes e deixaram várias pistas para trás.
Agora me diz: uma criatura dessa merece que a gente gaste nosso suado dinheirinho mantendo ela na cadeia? Ai, gente. Pode reclamar, mas eu sou a favor da pena de morte pra gente tão sem coração assim. Vocês realmente acham que uma pessoa que arma o assassinato dos pais só porque eles proibem um namoro realmente tem chance de recuperação? Eu não tenho tanta fé no ser humano, pra concordar com essa teoria. E talvez a Suzane também concorde comigo, lembra da vez que ela fingiu ser frágil e meio doida?
Eu ia falar sobre o Mate-me por favor porque acho ele muito bom, mas lembrei que já falei dele aqui e gosto tanto dele quanto desse outro que escolhi.
Sempre que penso em livros sobre crimes o primeiro livro que me vem à cabeça é A Sangue Frio, do Truman Capote. Gosto muito dos livros da Ilana Casoy (sério, a mulher é gênio para escrever sobre crimes reais), mas acho que esse é sempre minha primeira referência justamente por ter sido o primeiro livro que li desse gênero.
Capote já era um escritor famoso (ele já tinha lançado Bonequinha de Luxo, né?) quando ficou fascinado pelo assassinato de uma família inteira de forma cruel, no interior dos Estados Unidos. Resolveu escrever um livro sobre o crime, viajou para o interior, entrevistou várias vezes os assassinos, chegou até a ter uma “amizade” com um deles e só conseguiu terminar o livro depois da sentença de morte à qual os acusados foram condenados ser cumprida.
O livro foi o grande sucesso da carreira do escritor e virou filme, de uma forma um pouco diferente: Capote mostra todo o processo de escrita do livro, o que Truman enfrentou para terminá-lo e publicá-lo, como todo esse processo o afetou. É longo e um tanto parado, mas a atuação do Phillip Seymour Hoffman como Capote é impagável e tudo muito bem cuidado. Recebeu 5 indicações ao Oscar, mas não levou nenhum prêmio.
Se você gosta de histórias reais e crimes, tem que ler. É referência SEMPRE.
Pra quem me acompanha no twitter não é novidade que estou lendo um livro sobre serial killers que me deixou um pouco impressionada.
O livro fala sobre o perfil de serial killers em geral e depois apresenta alguns casos famosos, com detalhes. Foi nessa parte dos detalhes que, depois de ler alguns casos bem pesados, resolvi parar por alguns dias a leitura. O problema é que minha imaginação voa longe e, assim, consigo praticamente “ver” o que o livro descreve… logo, já estava tendo pesadelos com as cenas dos crimes descritos e, por isso, estou dando um tempo na leitura.
Mas o post não é sobre isso. É sobre John Wayne Gacy, um simpático e gordinho senhor que se vestia de palhaço para animar criancinhas. O gordinho simpático também matava jovens moços e os enterrava debaixo de sua casa, mas nisso não entrarei em detalhes.
Depois que Gacy foi pego, passou 14 anos preso (só foi condenado em 1988, mas estava preso desde 1980) e, como não tinha o que fazer dentro da prisão, começou a pintar quadros.
Os quadros, em sua maioria, mostravam palhaços felizes e sorridentes. Houve também algumas pinturas sobre pessoas famosas ou que estavam aparecendo muito na mídia (chegou a pintar o retrato de Ed Gein e de outros serial killers) e alguns ícones da cultura pop (personagens Disney entram nessa categoria).
John Gacy ganhou MUITO dinheiro com seus quadros, já que as pessoas queriam ter uma pintura feita pelo serial killer e isso inflacionou bastante os preços. Alguns de seus quadros chegaram a ser vendidos na época por mais de $10.000.
Em sua condenação o assassino recebeu a pena máxima dada pelo estado: a morte. Foi executado em 1994 e sua última frase foi “kiss my ass”.
Alguns quadros do “artista”:
Como dá pra perceber, os traços são extremamente infantis e, sinceramente, não é arte coisa nenhuma. Incrível como o povo gosta de dar crédito às pessoas erradas.
Até hoje os quadros de Gacy são comercializados por preços bem salgadinhos, como você pode conferir aqui.
Para ver mais pinturas que ele fez entre aqui.
Fiquei alguns dias em dúvida sobre fazer ou não este post. Como disse acima, as pessoas muitas vezes dão crédito ao que não merece atenção e, publicando o post acabo me inserindo nessa categoria. Mas não deu para deixar esse post guardado… fiquei muito de cara com a história de ter gente que realmente pendura um quadro feto por alguém como ele na parede de casa e tive que compartilhar o quanto fiquei besta com essa história.
Atualização: A Júlia me indicou essa música do Sufjan Stevens, que é um resuminho da vida do Gacy, como se fosse contada pelo filho dele, o John Wayne Gacy Jr. Vale a pena conferir: