Já falei muito aqui que gosto de futebol. Talvez porque meu pai adora, talvez porque toda a emoção que envolve um jogo gera. Nunca vou saber.
Também já falei aqui que sou corinthiana. Assisto os jogos, nunca vou ao estádio e não tenho nenhuma camisa do time. Sou pouco corinthiana? Não, sou só contida. Haha. A camisa do time está nos meus planos há anos, mas sempre desisto de comprar porque a mãe e o namorado morrem de medo que eu saia andando com ela por aí. A ida ao estádio sempre fica para depois, mas já aconteceu há alguns bons 10 anos.
E aí você está pensando: e daí? Aonde você quer chegar com esse post? Simples: não tinha como ignorar a homenagem feita pelo time e pela torcida no último domingo (quando o Curintia foi campeão brasileiro, muito obrigada). Você provavelmente ficou sabendo que na madrugada de domingo um dos grandes ídolos do time, o Sócrates, se foi. Provavelmente você, mesmo que não corinthiano, já ouviu falar do cara. Um jogador com nome de filósofo, formado em medicina, que jogava muita bola e começou uma das maiores inovações dentro do futebol nacional, mesmo que só por algum tempo.
Não me lembro de ter visto o Sócrates jogar mas, como todo bom torcedor, já li um bom tanto da história do meu time e sei o quão importante o homem foi. Exatamente por isso em algumas horas já se formava na internet um movimento para homenageá-lo nas arquibancadas da grande final do campeonato que seria naquela tarde na nossa casa de aluguel, o Pacaembu. Uma homenagem simples, marcante e bem direta: todos com o punho direito levantado, relembrando como o Doutor comemorava seus gols.
A história, que começou com um tweet, ganhou força e tamanho e, às 17h do último domingo, quando o estádio inteiro fazia o tradicional minuto de silêncio em respeito à memória do Magrão, todo o estádio (e os jogadores do Corinthians) ficaram com o punho levantado. Infelizmente não consegui assistir ao jogo e à homenagem ao vivo (vida de tia é duro, né? Troquei a final do Brasileirão pela festa de aniversário da Bia), mas não paro de me emocionar ao ver fotos e vídeos do momento. Aqui dá pra ver bem o momento e aqui você acompanha toda a história da homenagem.
Acho incrível essa parte do futebol: o das paixões, dos ídolos e do reconhecimento da sua importância. Antes de qualquer coisa, Sócrates contribuiu para o futebol nacional. Foi uma despedida feita por uma só torcida mas que poderia ter sido feita até em jogo do Brasil. Que coisa linda!
Esse livro ficou um boooom tempo parado aqui na minha estante, simplesmente porque não simpatizava muito com a ideia de ler um livro com história inventadas sobre títulos e conquistas do Corinthians. Sou corinthiana, mas não gosto muito de exageros que alguns torcedores (de qualquer time, veja bem) cometem.
O livro se tratada da história do time reescrita como o Washington (e boa parte dos corinthianos) gostaria que fosse: um time que ganha tudo, tem os melhores craques, foi influência para muitos outros. No final de cada capítulo em “a verdade dos outros”, onde o Nirlando Brandão fala o que realmente aconteceu.
Sim, o Corinthians foi casa de grandes craques. Sim, ganhou muitos títulos (piadinhas do ano 100ternada e da não conquista da Libertadores: 1, 2, 3 e já! haha). Sim, tem uma das torcidas mais apaixonadas do país (e do mundo). Mas infelizmente não rejeitou Pelé, nunca foi campeão de uma Libertadores, nem tem estádio próprio.
Gostei bastante do livro, mas lá pro final já estava cansada de tanta exaltação à coisas que não aconteceram e aos exageiros do Washington. Afinal, qual a graça de torcer pra time que ganha tudo, sempre?
Mas, no geral, o livro é bem divertidinho e serve pra conhecer um pouco mais da história do time. Fora que é bem humorado, é todo escrito como se fosse uma “cartilha” de Washington para o amigo Ed McCabe e traz parágrafos super verdadeiros, tipo esse:
Não sou supersticioso. Sei que ninguém é supersticioso, que não é supersticiosa 99% da torcida canarinho. Apenas a gente tem, no futebol, algumas manias.
Mais verdade, impossível. Eu tenho cá minha manias. hahahah
Não lembro se já falei por aqui, mas sou super a favor de doar sangue. Tento arranjar tempo para doar pelo menos uma vez por ano e sempre incentivo quem me fala que tem vontade de fazer mas nunca fez.
Sendo assim, adorei quando recebi e-mail falando da ação Sangue Corinthiano, que tem pouco tempo de existência e já é a segunda maior campanha de doação de sangue do estado de São Paulo. A ideia é bem simples: estimular os torcedores do Corinthians a doar sangue, pelo menos uma vez ao ano.
A campanha acontece e várias cidades ao longo de março. Em São Paulo ela rola no próximo sábado, dia 06/03. Pra ver todas as datas, é só clicar aqui.
Achei super interessante e realmente legal. Não sei se outros times também fazem esse tipo de campanha, mas seria bem interessante, né?
Se você não é Corinthiano e não quer participar da Sangue Corinthiano, mas quer doar sangue mesmo assim, pode ver postos de coleta que funcionam todos os dias aqui.
Sim, eu fui uma das que não acreditava na recuperação do Ronaldo…. mas fui uma das que sempre botou fé na total recuperação do Corinthians. E posso dizer? Invicto é BEEEEEEMMMM mais gostoso!

Imagem retirada do Globo Esporte.
Sou corinthiana desde que me entendo por gente. Gosto de futebol, assisto aos jogos, fico triste quando perde, acompanho a posição no campeonato. E acho a maior idiotice esse negócio de que mulher não entende de futebol, que futebol é só coisa de homem (o que, aliás, eu ouço muito mais mulheres falarem do que homens). Também já vou dizendo que se alguém aqui disser que gosto de futebol por causa do meu namorado, está totalmente enganado: ele também é corinthiano, mas não assiste jogos e nem faz muita questão disso. Explicação dada, vamos ao post.
Há algum tempo já tinha ouvido falar do documentário longa-metragem Fiel. Os boatos começaram logo que o time caiu para a segunda-divisão do campeonato brasileiro e acabaram virando verdade: o filme será lançado em fevereiro ou março do ano que vem.
O documentário não é sobre o time, mas sim sobre a torcida: a maior torcida do estado e a segunda maior do país. Mostra a vibração dos torcedores, toda essa onda do “Nunca vou te abandonar” que surgiu desde que o time foi rebaixado e, acima de tudo, o amor dos torcedores pelo time. Sei que sou suspeita para falar, mas acho muito bonito esse amor que o pessoal tem pelo time: choram, berram, torcem, dão força, fazem paródias incentivando o time, mas também reclamam quando têm que reclamar.
A direção é da Andrea Pasquini e o roteiro, de Serginho Groisman e de ninguém menos que Marcelo Rubens Paiva (um dos meus escritores favoritos, a única pessoa famosa que já encontrei e tive vontade de ir pedir pra tirar foto, mas não tive coragem. É muita admiração, minha gente).
Se eu já tinha ficado com muita vontade de assisitir ao documentário só pela história em si, imagina agora que fiquei sabendo que o Marcelo fez parte do roteiro? Virou questão de honra.
Enquanto o lançamento não vem, dá para ir acompanhando notícias, vídeos da torcida e depoimentos de torcedores fanáticos pelo site. Lá também dá pra votar no cartaz (e capa) do filme: são cinco opções (nenhuma realmente legal, mas tudo bem) e a mais votada vai ser a veiculada no lançamento do filme.