Era uma vez um menino pobre que veio para o ABC Paulista. Estudou pouco, teve que começar a trabalhar cedo. Perdeu o dedo enquanto trabalhava, foi o cabeça de um inovador movimento de trabalhadores e fundou um partido político. Enriqueceu, deu o melhor estudo para os filhos, mas não quis saber de estudar, mesmo com tanto dinheiro e oportunidades. Tentou várias vezes ser presidente do país até que um dia conseguiu (e ainda se reelegeu). Falou muita bobagem, deixou de ser o acusador de que o governo era feito para os ricos e passou a procurar apoio desses tais riquinhos. Criou bolsa escola/família/esmola. Teve mil escândalos estourando em sua mão, teve filho que enriqueceu “misteriosamente”, irmão que ficou no meio do furacão de denúncias e mulher que foi totalmente recauchutada (vou te dizer, aquilo sim que foi funilaria, meu amigo!). Agora que não pode mais ser reeleito, faz propaganda descarada para sua pupila (que já foi um dia considerada terrorista, veja só) e paga multas por tanta propaganda descarada (o que prova que ele não está nem aí para as leis). Nunca deixa de surpreender: agora fez aliança com um desses riquinhos-bobocas que sempre falou mal, para tentar eleger a tal pupila. O fim do conto? Infelizmente, por enquanto, todo esse esforço está valendo a pena: dizem por aí que a pupila leva a presidência ainda no primeiro turno.
É por essas e outras que às vezes não consigo acreditar no Brasil. Não dá, nem o povo se leva a sério.
Conto inspirado por esse ótimo post, compartilhado por vários amigos no Google Reader.