Sempre achei que Meg Cabot só escrevesse romances infanto-juvenis e bem por isso (e pelo nome do livro), esperava algo mais adolescente desse livro. Me enganei, mas gostei do engano.
O livro conta a história de Melissa, uma jornalista que veio do interior para morar e trabalhar em NY, que um belo dia salva a vida de sua vizinha velhinha e rica ao encontrá-la machucada e desacordada em seu apartamento. A partir daí ela tem que cuidar do cachorro e dos dois gatos da vizinha e procurar pelo único parente vivo da velhinha, seu sobrinho, enquanto ela está em coma.
O tal sobrinho é um fotógrafo famoso e que pouco se importa com a tia, então resolve ir passar um tempo viajando com uma modelo e pede para um amigo ir em seu lugar, só para que se um dia a tia acordar, ache que ele esteve o tempo todo cuidando dos seus bichinhos e não o tire do testamento.
Claro que Melissa e John (o tal amigo) se apaixonam, namoram e ele não fala que não é o sobrinho da vizinha, nem seu verdadeiro nome. Claro que no final tudo dá certo, como todo bom chick-lit.
Ando meio cansa de chick-lit exatamente por isso: a mocinha ou o mocinho sempre fazem trapalhadas, mas no final todo mundo vive feliz para sempre e você sabe disso desde a primeira página do livro. Quase sempre, meio óbvio demais. O que diferencia é como os autores escolhem contar a história, né? E Meg Cabot se deu bem escolhendo contar toda a história só através de e-mails que os personagens trocam. É bem legal ver como cada personagem escreve. hehe.
Gostei, mas não é um livro que leria de novo. Por isso mesmo, ele vai para o Trocando Livros hoje mesmo.
Tinha me prometido que só ia ler mais alguma chick-lit quando tirasse alguns outros livros da minha fila de leitura, mas não deu. Acabei deixando na bolsa da Jú o livro que estava lendo e precisava de algum outro que fosse bem rapidinho de ler. Sendo assim, me rendi ao romancezinho água com açúcar mais uma vez.
Achei Confissões de uma ex no armário de livros lá de casa e quase desisti dele só por causa da capa (muito feia, né?). Mas minha mãe disse que o livro era ok, então resolvi dar uma chance.
Emma é uma jornalista de 31 anos que trabalha em uma revista para noivas, mora em NY e namora Derick há 2 anos. Isso até Derick arranjar um emprego em Los Angeles e se mudar, da noite para o dia. Aí Emma chora, entra em crise, se acha gorda, acha o emprego uma droga e tudo mais. Aquela coisa de quem toma um pé na bunda, né?
Além disso tem a história da mãe dela estar planejando seu terceiro casamento e Emma estar disputando uma promoção com uma “amiga” de trabalho. Claro que como toda personagem desse tipo de livro, a moça é toda atrapalhada e faz umas burradas que não dá pra acreditar.
Ela conta com o apoio de Alyssa (uma advogada com namoro estável) e Jade (uma produtora de moda solteira-pega-todos) e acaba arrumando sua vida, emagrecendo, voltando a escrever seu romance (que estava parado em toda a sua “era Derick“) e ficando feliz com si mesma.
Lógio que como todo chick-lit que se preze, ela termina o livro com o namorado perfeito. hahaha.
Mesmo assim, valeu a leitura. Gosto de livros bobos pra me divertir, sem ter que pensar muito ao ler.