Já tinha ouvido falar na série d’O Guia do Mochileiro das Galáxias, mas foi só quando ouvi o Nerdcast sobre Douglas Adams que fiquei doida de vontade de ler. Já que estava mais ou menos perto do meu aniversário, dei uma choradinha no twitter e pedi a coleção por lá. Não é que a Jú-querida-rhyca-phyna me deu? Hahaha. uma surpresa maravilhosa, mais uma vez, suuuper obrigada, Jú! :***
A série conta a história de Arthur Dent, o único humano a sobreviver à destruição da Terra (que estava atrapalhando a construção de uma rota galáctica e por isso foi explodida) graças à seu amigo Ford Prefect (que na verdade nasceu em um “planeta perto de Betelgeuse” e estava disfarçado de humano aqui na Terra pelos últimos 10 anos) e sua viagem pela Galáxia. O nome da série vem do maior guia para mochileiros das galáxias, o mais vendido e mais completo, que é frequentemente consultado por Arthur e para quem Ford trabalha.
Esse primeiro livro conta como e por que a Terra é destruída, a fuga dos dois do planeta e apresenta um pouco da política interplanetária, já que os dois acabam indo parar na nave em que o presidente do universo está fugindo.
Quando falarem pra você que o Douglas Adams tem um humor ótimo e que brinca o tempo todo com a insignificância dos humanos e do planeta Terra para o universo, acredite nisso. Eu já tinha sido “avisada” disso pelo Nerdcast e o livro correspondeu perfeitamente às minhas espectativas. Me diverti, dei risadas e adorei todo esse universo que o autor criou.
Li esse livro logo que ganhei e, como me conheço, estou lendo outras coisas entre um volume e outro, para não enjoar. Só agora vou começar o segundo.
Sempre achei que Meg Cabot só escrevesse romances infanto-juvenis e bem por isso (e pelo nome do livro), esperava algo mais adolescente desse livro. Me enganei, mas gostei do engano.
O livro conta a história de Melissa, uma jornalista que veio do interior para morar e trabalhar em NY, que um belo dia salva a vida de sua vizinha velhinha e rica ao encontrá-la machucada e desacordada em seu apartamento. A partir daí ela tem que cuidar do cachorro e dos dois gatos da vizinha e procurar pelo único parente vivo da velhinha, seu sobrinho, enquanto ela está em coma.
O tal sobrinho é um fotógrafo famoso e que pouco se importa com a tia, então resolve ir passar um tempo viajando com uma modelo e pede para um amigo ir em seu lugar, só para que se um dia a tia acordar, ache que ele esteve o tempo todo cuidando dos seus bichinhos e não o tire do testamento.
Claro que Melissa e John (o tal amigo) se apaixonam, namoram e ele não fala que não é o sobrinho da vizinha, nem seu verdadeiro nome. Claro que no final tudo dá certo, como todo bom chick-lit.
Ando meio cansa de chick-lit exatamente por isso: a mocinha ou o mocinho sempre fazem trapalhadas, mas no final todo mundo vive feliz para sempre e você sabe disso desde a primeira página do livro. Quase sempre, meio óbvio demais. O que diferencia é como os autores escolhem contar a história, né? E Meg Cabot se deu bem escolhendo contar toda a história só através de e-mails que os personagens trocam. É bem legal ver como cada personagem escreve. hehe.
Gostei, mas não é um livro que leria de novo. Por isso mesmo, ele vai para o Trocando Livros hoje mesmo.
Sexta-feira eu tinha que esperar o namorado no shopping. Ultimamente esperar no shopping pra mim é sinônimo de sentar no Starbucks, tomar frapuccino de manga e ler um livro ou uma revista. Não tô com saco para ficar olhando lojas, não quero gastar, então vou direto pro Starbucks e mato o tempo por lá.
Voltando à história: sexta-feira eu tinha um pouco mais de uma hora pra enrolar, mas tinha terminado de ler o livro que estava comigo e já tinha lido a Rolling Stone do mês (a única revista que realmente leio). Claro que isso foi motivo pra ir xeretar na livraria ao lado, procurando algum livro interessante, para passar o tempo. Foi assim que dei de cara com Sussurro, que já queria ler desde que li essa resenha da Pam. Estava com um preço bom, peguei. Ao chegar ao caixa a surpresa: eu tinha desconto, o preço ficou melhor ainda.
E foi assim que na sexta-feira comecei a ler o livro. No sábado li mais um pouco e no domingo fiquei até de madrugada terminando ele. Tinha que dormir, mas queria saber o final da história, então fiquei acordada. Ou seja: o livro me prendeu.
Sussurro conta a história de Nora, uma adolescente que teve o pai assassinado e mora com a mãe (que viaja muito a trabalho), em uma casa isolada da cidade. Ela tem uma vida totalmente normal, até que o professor de biologia resolve fazer os alunos trocarem de parceiros durante as aulas. Nora tem que se separar da melhor amiga, Vee, e é obrigada à dividir as atividades com o estranho e calado aluno novo, Patch, que é bem caladão, lindo e misterioso. Claro que isso faz com que Nora não pare de pensar nele e tentar descobrir cada vez mais coisas sobre o menino.
Depois dessa troca, começam a acontecer fatos super estranhos com Nora e ela tem a clara impressão de que está sendo seguida, vigiada e que alguém está tentando assassiná-la. Juntou tudo o que eu gosto: adolescente espertinha contando a história, galã bad boy e assassinatos. Hahah
Nora fica em dúvida de quem está seguindo ela: Patch ou Elliot, o outro menino novo na escola que tem um passado de suspeita de assassinato? Ela segue investigando os dois e descobre que Patch na verdade é um anjo caído, do tipo mal, que possui o corpo de humanos, planta imagens e pensamentos nas cabeças das pessoas e foi expulso do céu. Claro que isso só faz com que ela sinta mais atração por ele, né? Alô, 16 anos, gente!!
Não vou contar o final, mas posso falar que gostei bastante. Claro que dá pra comparar com Crepúsculo, mas nesse caso a mocinha é inteligente e o mocinho é um bad boy super interessante, o que faz o livro ser beeeem mais divertido.
Meu único problema: claro que no final do livro tinha que ter um pouco de melação e Patch faz um “sacríficio” pelo amor que sente por Nora. Mas tá, ignorei um pouco essa parte. hehe.
O livro tem uma sequência, que ainda não foi lançada por aqui, chamada Crescendo e que deve ser lançada no final do ano.
Também tem book trailer (que eu, particularmente, achei meio fraquinho), olha aí:
No site da editora tem blog, entrevista com a autora e fórum, pra quem se interessar.
Sempre quis ler esse livro, adoro histórias que se passam na época do Holocausto, mas nunca tinha tido coragem de comprá-lo (já que sabia que a história seria incrivelmente triste). Aí um colega de trabalho começou a falar sobre o livro e disse que me emprestava. No dia seguinte ele trouxe, parei tudo o que estava lendo (ODEIO ficar muito tempo com livro dos outros) e comecei a leitura.
O livro é bem envolvente e eu não conseguia parar de ler, querendo saber mais e mais sobre a história do menino Bruno, alemãozinho de 9 anos que se muda de Berlim para um lugar isolado, onde não tem outras crianças com quem pode brincar. Bruno, lógico, fica super revoltado em deixar para trás sua casa confortável, os avós e os amigos da escola e morre de tédio de morar em uma casa que não lhe agrada, vizinha à um grande “condomínio” onde as pessoas andam o dia inteiro de pijamas enquanto homens que o Fúria (como Bruno achava que era para se chamar Hitler, chefe direto de seu pai) enviou para lá lhe falavam o que fazer.
Como toda criança, Bruno resolve procurar o que fazer e sai andando, seguindo a cerca do tal “condomínio” e encontra Shmuel, um menino também de 9 anos que mora do lado de lá da cerca. Eles passam a se encontrar diariamente e as conversas dos dois são incrivelmente bem boladas. Enquanto Bruno reclama que não há com quem brincar, ou que a irmã lhe irrita, Shmuel lhe pede comida e fala do desaparecimento das pessoas do outro lado da cerca.
Até que um dia o pai de Shmuel desaparece e Bruno fica sabendo que irá mudar de lá. Sendo assim, os dois resolvem fazer uma última grande aventura: Shmuel arranja um pijama igual ao seu, Bruno passa por baixo da cerca e o veste. Assim os dois podem procurar pelo pai de Shmuel. O final não vou contar, porque perde a graça. Mas é bem triste (e um pouco previsível).
Achei incrível como o autor conseguiu contar uma história com elementos tão pesados, mas que do ponto de vista de duas crianças são encarados com tanta inocência. Super recomendo a leitura.
O livro já tinha aparecido aqui, quando falei do Lip smacker da Coca-Cola, porque era ele que eu estava lendo na época, já que tinha ganho de aniversário de um casal super adorado aí.
Desde que assisti Juno morria de vontade de ler esse livro, que conta a época em que a roteirista do filme resolveu virar stripper. Mas veja bem: não é que ela TEVE que virar stripper. Diablo virou stripper porque se mudou para uma cidadezinha onde nada acontecia para morar com o namorado e estava profundamente entediada. Ela virou stripper porque quis. E é exatamente isso que faz toda a diferença.
A vida de stripper durou só um ano, mas conforme você vai lendo parece que foi muito mais. Diablo começou a “aventura” em um bar bem xexelento, na noite das amadoras. De lá, foi para outro clube, depois para outro e aí resolveu parar por um tempo. Ela percebeu que o trabalho na agência de publicidade onde era digitadora não era o que ela queria e fez o quê? Conseguiu emprego em uma sex shop como show girl: basicamente ficava atrás de um vidro, dançando e tirando a roupa enquanto os cliente se masturbavam. Coisa leeeve. hahahah
Nesse um ano ela conseguiu juntar um dinheirinho bom, comprou carro, casa, pagava pequenos luxos… e vivia super bem com o namorado, que a apoiava totalmente na nova profissão. Essa foi uma das coisas que achei mais engraçado: o quanto o marido de Diablo gostava de ouvir sobre o dia dela no trabalho, sobre os caras super estranhos aos quais ela atendia.
A história é meio doida, mas como eu já esperava isso, adorei o livro. Diablo faz referências nerds o tempo todo, faz comparações super bem humoradas, acaba deixando uma história que poderia ser bastante pesada, leve.
Infelizmente o livro para quando ela deixa de vez de ser stripper, então não sei como ela passou de blogueira famosa (pelos posts em que contava seu dia a dia como stripper) à roteirista ganhadora de Oscar. Mas pelo livro dá pra perceber que não deve ter sido difícil, nem desmerecido.
Esse livro ficou um boooom tempo parado aqui na minha estante, simplesmente porque não simpatizava muito com a ideia de ler um livro com história inventadas sobre títulos e conquistas do Corinthians. Sou corinthiana, mas não gosto muito de exageros que alguns torcedores (de qualquer time, veja bem) cometem.
O livro se tratada da história do time reescrita como o Washington (e boa parte dos corinthianos) gostaria que fosse: um time que ganha tudo, tem os melhores craques, foi influência para muitos outros. No final de cada capítulo em “a verdade dos outros”, onde o Nirlando Brandão fala o que realmente aconteceu.
Sim, o Corinthians foi casa de grandes craques. Sim, ganhou muitos títulos (piadinhas do ano 100ternada e da não conquista da Libertadores: 1, 2, 3 e já! haha). Sim, tem uma das torcidas mais apaixonadas do país (e do mundo). Mas infelizmente não rejeitou Pelé, nunca foi campeão de uma Libertadores, nem tem estádio próprio.
Gostei bastante do livro, mas lá pro final já estava cansada de tanta exaltação à coisas que não aconteceram e aos exageiros do Washington. Afinal, qual a graça de torcer pra time que ganha tudo, sempre?
Mas, no geral, o livro é bem divertidinho e serve pra conhecer um pouco mais da história do time. Fora que é bem humorado, é todo escrito como se fosse uma “cartilha” de Washington para o amigo Ed McCabe e traz parágrafos super verdadeiros, tipo esse:
Não sou supersticioso. Sei que ninguém é supersticioso, que não é supersticiosa 99% da torcida canarinho. Apenas a gente tem, no futebol, algumas manias.
Mais verdade, impossível. Eu tenho cá minha manias. hahahah