/Tag adolescente

14/02/13

Andei lendo: Foras da Lei (Neil Gaiman, Nick Hornby, Jonathan Safran Foer, Clement Freud e Lemony Snicket)

Por Ana Carolina | Arquivado em andei lendo

FORAS_DA_LEI_BARULHENTOSN_BOLHAS_RAIVOSA_1345561530P

Vou ser bem sincera: comprei esse livro pela beleza dele. Essa capa é linda, removível e por baixo tem a foto de um monstro verde com as palavras “me abrace”em baixo relevo. Por dentro, os contos são ilustrados. Cada um por um ilustrador diferente, duplando com os autores dos contos. Não sou fão de livro de contos, mas não resisti. Triste, mas verdadeiro. Hahaha.

O nome dos autores dos contos enche os olhos, é verdade: tem Nick Hornby, Lemony Snicket e Neil Gaiman. Não sou tão fã do Hornby (um beijo pros fãs que vão per falar COMO ASSIM?), nem do Snicket. Já o Neil Gaiman, por incrível que pareça, ganhou meu coração recentemente quando li a primeira parte de Coisas Frágeis (que ainda tenho que vir falar por aqui).

Os contos são bem juvenis, alguns meio sem pé nem cabeça demais pra mim. Só dois deles realmente me conquistaram.

Pequeno País é sobre um país tão pequeno que é do tamanho de um bairro. Tem time de futebol, mas só se todos os homens do país jogarem porque se não falta jogador. Bobinho, mas legal.

Grimble conta a história de quando os pais de Grimble viajam de surpresa para o Peru e como o menino se vira nessa semana. Gostei bastante, mas achei o final bem caído.

No geral, o livro é divertidinho. Pelo menos pra mim, que não consigo me apegar muito à personagens de contos, acho muito curto para eu me apaixonar por um personagem. Lição aprendida: tenho que evitar livros desse tipo, nunca me encantam muito.

14/01/13

Andei lendo: Quem é você, Alasca? (John Green)

Por Ana Carolina | Arquivado em andei lendo

QUEM_E_VOCEN_ALASCA_1291299317PMiles é um adolescente sem amigos. Ótimo aluno, filho único e apaixonado por biografias, ele coleciona últimas palavras.
Cansado da vida que levava, resolveu ir estudar no mesmo colégio interno que seu pai frequentou quando tinha sua idade e procurar por seu “grande talvez”.

Chegando lá, ganhou um colega de quarto (o Coronel) e um apelido: Gordo. Conheceu também a amiga super interessante e espevitada do Coronel, a Alasca. A turma se completou com Takumi e Lara.

Juntos, eles fumavam, bebiam, estudavam e se divertiam. O Gordo aprendeu a ter amigos e descobriu o que era fazer parte de uma turma, a amar e ser companheiro. Até seu primeiro beijo ele deu. Até que tudo muda (e aí você fica com cara de “COMO ASSIM, PÔ” enquanto lê).

John Green me conquistou quando li A culpa é das estrelas e só me fez gostar ainda mais de suas personagens com Quem é você, Alasca?. O livro é uma delícia, as personagens são encantadoras e a história é sensível e delicada. O homem entrou pro meu hall de autores favoritos. :)

Editado:

A Beatriz me deu a dica nos comentários e tô compartilhando aqui porque achei ótimo: o John Green publicou, em seu canal no youtube, um vídeo mostrando os lugares que descreveu no livro! No vídeo ele conta que ele era igualzinho ao Gordo e que usou como base os lugares que frequentava quando estudou em uma escola interna no Alabama.

Vale muito a pena assistir, principalmente se você já leu o livro:

06/11/12

Andei lendo: A culpa é das estrelas (John Green)

Por Ana Carolina | Arquivado em andei lendo

Hazel é uma menina de 16 anos com câncer terminal. A única atividade “social” dela é o grupo de apoio de que participa uma vez por semana. Ela vai, ouve as dores dos outros e volta para casa. Não conversa com ninguém, não faz amigos. Até que um dia o único menino com o qual ela mantém uma conversa regular (por olhares e suspiros, mas mesmo assim uma conversa), o Isaac, leva um amigo para a reunião. Augustus é lindo (ruivo, olhos claros e aquela atitudezinha bad boy que ninguém consegue resistir, sabe como?) e fica encantado pela Hazel. Os dois ficam amigos e se apaixonam.

Li em vários blogs sobre esse livro, mas foi só depois de ler esse post da Camies que ele entrou para a minha lista de desejo. Não queria ler um livro sobre pacientes de câncer, que sabem que vão morrer. Achei que fosse pesado, chato e triste demais para mim. Ainda bem que li o post da Camies e mudei de ideia.

Acho que pelo fato de Hazel narrar todo o livro a história acaba ficando mais leve. Lá está ela, uma menina que descobriu o câncer aos 13 anos e que não sabe o que é respirar sem a ajuda de aparelhos há bastante tempo. Ela sabe que não há cura para ela, que não tem muito tempo de vida e que isso vai deixar seus pais acabados. Acho que por isso ela consegue fazer piadas sobre o assunto e brincar com o câncer dos amigos (Isaac tem câncer nos olhos e acaba ficando cego por isso). Augustus é todo malandrinho, um ex paciente de câncer que já se recuperou. Ao terminar o segundo capítulo eu já estava completamente apaixonada pelo dois.

O final do livro me pegou de surpresa e me deixou arrasada. Não esperava por aquilo, chorei horrores e só de lembrar fico meio mal. Mesmo assim, John Green me deixou curiosa para ler outras coisas dele e o livro entrou no meu Top 5 do ano. Adorei.

06/09/12

Andei lendo: Por isso a gente acabou (Daniel Handler)

Por Ana Carolina | Arquivado em andei lendo

Vi esse livro de longe na livraria e gostei logo de cara. A capa e o nome me fizeram ficar com ele na cabeça e comprei sem nem ter lido a sinopse. Sou dessas, fazer o quê? Só quando chegou que vi que o autor era o mesmo de Desventuras em Série e que a parte interna era cheia de ilustrações (uma para cada capítulo, para ser mais exata). Gostei mais ainda do livro. Tão bonitinho.

O livro é uma carta que Min Green escreve para Ed Slaterton para explicar item por item que ela guardou em uma caixa e está para deixar na porta da casa dele.

Min e Ed namoraram por pouco mais de um mês e a cada item a gente descobre um pouco mais sobre a história dos dois. As tampinhas das cervejas que eles tomaram quando se conheceram, os ingressos de cinema do primeiro encontro, brinco, camiseta, blusa, livro, garrafa e muito mais. Tudo é contado com muitas referências à antigos filmes (que Min e seu melhor amigo, Al, adoram) e bem detalhado. Min é daquelas adolescentes meio dramáticas e passionais demais. No começo do livro eu não gostava dela, mas acabei me apegando.

Ed é cocapitão do time de basquete da escola e é aquele tipo grandão bobão, sabe como é? Ando meio viciada em Glee, então foi fácil imaginá-lo bem como o Finn da série. A única diferença é que você termina o livro com raiva do Ed e o Finn da série é sempre um fofo, por mais idiota que seja às vezes.

Gostei mais desse livro do que de Desventuras em Série. Fiquei curiosa para ler algum outro livro “de adulto” dele.

22/08/12

Andei lendo: A Lista Negra (Jennifer Brown)

Por Ana Carolina | Arquivado em andei lendo

Estava DOIDA para ler esse livro desde que vi esse vídeo da Pam. Mês passado resolvi desencanar daquela promessa de não comprar livros esse ano (poxa, fiquei 1 ano e tanto sem comprar livro nenhum, chega disso) e corri comprar.

Essa é a história de Valerie, uma adolescente americana comum: não é popular na escola, mas tem seus amigos e seu namorado. Ela é da turma dos “estranhos”, então sobre bullying. Para externar todo o rancor que sente, criou uma lista de pessoas que ela não gostava, a tal “lista negra”. Nick, seu namorado, descobre e começa a preencher a lista junto com ela. Programas de tv, os pais, os populares da escola e até professores acabam indo parar nessa listinha do mal deles.

Nick conhece um cara mais velho e começa a passar muito tempo com ele. Fumar maconha, faltar às aulas, bancar o menino mal. Foi isso que aconteceu com Nick. Até que um dia, sem aviso nenhum, ele entra na escola e atira nos colegas que estavam na lista. Mata alguns e só para quando Valerie se coloca entre ele e a próxima vítima, acertando a perna dela e se matando em seguida.

O livro mostra como Valerie faz para retormar sua vida, todo o desastre que Nick causou à ela, à sua família e à todos no colégio. Ela se sente confusa, não sabe mais quem é ou o que quer.

O livro é um pouco angustiante porque fica impossível não pensar em como deve ser um desastre completo justo o seu namorado entrar na escola matando as pessoas que estavam na lista que você criou, de brincadeira. Imagina isso? É para acabar com qualquer um. Mesmo não sendo ela quem atirou e matou, ela se sente um pouco assassina (e é julgada assim até por seus pais).

Gostei muito mesmo. A história me envolveu, foi difícil parar de ler. Tanto que acabei com o livro em menos de 48h. :)

Para quem, como eu, tem essa curiosidade sobre casos de assassinato em escolas, recomendo Precisamos falar sobre o Kevin (achei chatinho, mas é interessante ver a visão da mãe do assassino) e Bang Bang You’re Dead (uma peça que já é tradicional nos Estados Unidos e foi criada logo após os assassinatos de Columbine).

15/08/12

Andei lendo: Desenrola (Juliana Lins e Rosane Svartman)

Por Ana Carolina | Arquivado em andei lendo

Na época em que o filme Desenrola estava no cinema rolou até promoção aqui no blog, lembra? Só que eu bobeei e nunca fui assistir. Vivia curiosa com a história e não pensei duas vezes quando achei o livro para troca.

O livro é rapidinho de ler e bem escrito, contado em primeira pessoa por alguns dos personagens e cheio de referências super cariocas. Priscila tem 16 anos e vê sua oportunidade de perder a virgindade com o cara dos sonhos quando sua mãe viaja à trabalho por algumas semanas. Ela resolve “atacar” Rafa, o bonitão irmão da menina mais popular da escola e, até realmente conseguir o que quer, pena um pouquinho e acaba vendo que não era o que ela queria. No meio do caminho o livro mostra um pouco da vida dos outros personagens: Caco, Boca e Tize. Caco, o melhor amigo descolado, é meu favorito.

Achei a história divertida e boa para uma tarde de preguiça. Agora quero ainda mais assistir ao filme. Adoro essas histórias adolescentes bem bobinhas. :)