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12/09/12

E que fim levou a “mudança de vida”?

Por Ana Carolina | Arquivado em diarinho, mudança de vida, os porquês

Tava devendo esse post desde abril. Você lembra da minha “mudança de vida”? Em outubro do ano passado fiz uma lista de tudo o que queria mudar na minha vida e me coloquei metas. Emagrecer, juntar dinheiro, ir ao médico e melhorar meu guarda-roupa. Era basicamente essa a ideia.

Imagem: stephemodo

Emagreci até que bem (foram quase 8kgs em 6 meses), fui à vários médicos (e basicamente não segui nenhum tratamento que eles me passaram), organizei meu guarda-roupa e não consegui economizar praticamente nada. Com isso, todo mês eu ficava feliz e triste enquanto escrevia meu post contando sobre os resultados. Ficava super motivada pelos comentários de vocês, que sempre me deram a maior força e também ficava beeeem cansada dos chatos de plantão que sempre iam comentar minhas fotos de comida com um “e o seu regime?”. Sério, gente. Isso não se faz. Talvez você ache que está motivando a pessoa, mas não. Todo mundo merece um descanso do regime e, se ele for uma reeducação alimentar, a pessoa realmente pode comer de tudo. Então deixa a pessoa ser feliz e pronto. :p

Quando operei o pé acabei desistindo disso tudo. Enquanto estava em casa, recém-operada, mantive até que bem o regime. O problema foi quando voltei a trabalhar. Sem poder andar e sair para almoçar, me joguei com força nos deliverys. Cachorro-quente, batata frita, frango frito, maionese de legumes… descontei lindamente toda a frustração de não andar na comida. Resultado: recuperei TUDO o que tinha perdido nos 6 meses anteriores. Feio, né? Eu sei.

Também me joguei nas compras, deixei de ir aos médicos… uma lambança. A única coisa que fiz realmente direitinho foi com relação à operação. Segui o pós-operatório como o médico mandou, fiz fisioterapia… fui uma boa menina.

Quase cinco meses depois da operação, minha vida voltou ao normal. Sendo assim, também voltei com meus objetivos. Entrei para o Vigilantes do Peso, fui ao oftalmologista, parei de comprar e abri uma poupança. Só que resolvi não transformar isso em uma prestação de contas regular aqui no blog. Vou contando minhas experiências aos poucos, mas não sei como nem quando. Quero falar sobre meu mês sem comprar praticamente nada, sobre o sistema do Vigilantes do Peso… mas vou fazer isso quando der vontade. Fechado? :)

01/11/10

A vergonha, o nojo e a falta de torcida na Copa

Por Ana Carolina | Arquivado em os porquês

Esse post era para ter saído no dia seguinte ao primeiro turno, só para mostrar a nojeira e sujeira que minha rua sempre é em dia de eleição, já que geral ignora que distribuir panfletos perto de colégio eleitoral é fazer boca de urna e que isso é crime eleitoral. Jogam papel no chão, gritam nome de candidato, sujam tudo e depois fica tudo lá, pros moradores limparem tudo. Bando de mané, sempre mudo voto quando saio e dou de cara com panfletinho de candidato que era minha opção. Prefiro anular à apoiar gente criminosa (quem pratica qualquer tipo de crime pode ser chamado assim, né?). Foi assim que esse ano desisti de votar no PV.

Papel na pracinha, placa quebrada... algum partido veio limpar a sujeira feita? Quê isso!

Acabei ficando sem tempo e perdi a hora de postar essas fotos. Então junto à elas minha opinião sobre o resultado do segundo turno: tristeza, vergonha e nojo. Tenho um nojo enorme pelo PT e pelo Lula e qualquer coisa ligada à eles automaticamente gera em mim aversão. Mas a Dilma conseguiu piorar em mil vezes tudo isso.

Mas calma, amiguinho. Antes que você vá até os comentários me chamar de filhinha de papai, dizer que sou da elite e por isso essa minha aversão, termine de ler.

Estudei do pré ao colégio em escola pública. Dependo até hoje do transporte público todos os dias. Já fiquei sem plano de saúde. Tenho que trabalhar para me sustentar. E sim, desprezo o PT. Agora cadê o mimimi eterno de que os “do contra” são elite, hein meu amiguinho que sempre sentou em banco de escola privada?

Nunca passei fome, sempre tive uma vida confortável de classe média. Mas sempre convivi com amigos com menos condições, moro em bairro humilde e não, nada é tão ruim assim. Se o PSDB vence em São Paulo há tanto tempo é porque tem motivo SIM.

Aqui em Santo André tivemos anos e anos de gestão do PT e eu gostava sim, até o Celso Daniel. Aí veio o assassinato, toda a história de corrupção e envolvimento do partido e meu pavor do PT nasceu. Acho incrível um partido que foi criado com boas intenções ter se transformado em corrupção, gente que não admite culpa, populismo barato.

Sim, o bolsa família é de grande valor para os mais pobres. Mas e aquele fdp que larga emprego “não precisa trabalhar, o governo dá dinheiro“? Sim, eles existem. Se o programa fosse melhor amarrado talvez rolasse barrar isso. E sim, o PT fez realmente coisas pelos mais pobres, mas isso foi possível porque o governo anterior preparou a base econômica para que isso pudesse ser feito. FHC governava para os ricos? Claro, enquanto a base econômica do país não é sólida é essa a impressão mesmo. Mas você lembra de quem foi a criação do Bolsa Família, né? Pois é.

Qual foi o único candidato a cometer crime eleitoral ontem aqui na minha rua? Ela, nossa presidenta.

Agora tem a questão Dilma: a mulher que nunca foi eleita nada, que de valor só tem a indicação do padrinho mais conhecido. Eu já vi essa história, hein? Pitta foi eleito pelos malufistas e deu no que deu. Por falar em Maluf, votar no PT não é muito diferente de votar nele: com todas as acusações de corrupção, a sensação de votar em quem “rouba, mas faz” deve ser a mesma.

A corrupção tem em qualquer partido, qualquer gestão. Infelizmente isso só vai mudar se um dia toda a política e partidos forem renovados, o que realmente torço para acontercer. Mas é inadmissível a passividade do PT frente aos corruptos: Genoino foi lançado candidato, Palocci e Dirceu tão aí, prontinhos pra entrar no governo Dilma. Me desculpa, mas o povo merece que todos voltem mesmo. E que roubem. E que joguem mais uma vez na cara de todo mundo como o povo brasileiro é conivente à corrupção desde que não meta a mão diretamente no seu bolso. Ou você realmente acha que Collor foi sofreu impeanchment por causa dos caras pintadas? Claaaaro, né? Brasileiro é mesmo o povo que mais luta por moral. Ninguém faz carteirinha de estudante falsa para pagar meia entrada, ninguém faz esqueminha para não ter que ir ao cursinho para renovar carta, ninguém paga para alguém apagar as multas da carteira, ninguém incentiva o comércio pirata comprando filme em barraquinha. Ninguém faz isso.

Não sou tucanista, não sou nada. Só não entendo todo esse amor que o país sente pelo Lula. Uma pessoa que passou anos se “preparando” para ser presidente e não quis estudar para isso. Isso mesmo: não estudou porque não quis. Há muito ele tinha condição de terminar os estudos, aprender outra língua, se preparar realmente. Mas aí não dava para ser o homem do povo, né? A cultura de que quem estuda, se esforça é elite é muito forte no país, não dava para correr atrás disso.

E agora eu tô aqui, feliz por não ter nem me prestado a torcer pelo Brasil na Copa. Na época falei e todo mundo ficou com aquele papo de “temos que ser patriotas, não importa o que aconteça no país“. Se eu já não achava isso em junho, agora que não concordo MESMO. Não me identifico com o país, não concordo com muita coisa… a sensação é aquela de casa alugada, sabe? A gente mora nela, mas não somos os donos então não nos dói tanto quando vemos um azulejo rachado ou a pia vazando. Dói, mas não a ponto da gente chorar. Já fui muito patriota mas agora não dá mais. Como diz meu namorado: “perdi um pouco da fé na humaninadade”, porque não acho que isso seja só aqui. Fdps e malandros tem em todo lugar.

PS: Se alguém aí falar “então muda de país, colega”, já fique sabendo que por enquanto não, muito obrigada. Por enquanto o aluguel e a localização da casa estão ótimos. :p

14/09/10

É hora de dizer tchau

Por Ana Carolina | Arquivado em diarinho, os porquês

Aninha, eu, Déa, Char, Angel e Mari Trigo na época em que a equipe do blog era grande. Pena que a Karen e a Mari não puderam ir. :(

Há quase 1 ano e meio participei da criação de um blog sobre um assunto que eu adorava, com meninas super queridas e que, em sua maioria, eu não conhecia muito bem. Assim nasceu o Plastic Fantastic, o blog de Melissas que me abriu todo um mundo que eu não conhecia.

Fiz amizades (as meninas da equipe passaram a ter uma grande participação no meu dia a dia e na minha vida, conheci leitoras que agora também são mais amigas do que qualquer coisa), aprendi a negociar parcerias para blogs, aprendi muito sobre os sapatos de plástico, organizei com a Déa uma festa que parecia ser meio impossível e que no final só foi elogios, conheci pessoas incríveis, exercitei minha escrita, compartilhei meu amor por festas de casamento com gente que eu nem sabia que também gostava do assunto.

Claro que também teve o lado negativo: infelizmente tem muita barraqueira entre as Melisseiras, muita gente que só critica (oi, você que já deixou um recadinho mau criado pra mim: morra de caganeira), gente doida que quer saber tudo o que a gente faz e fala pela internet, leitora chatonilda que reclama de TUDO e acha que a gente trabalha pra elas, muita inveja. E essa parte negativa foi me consumindo… primeiro me estressava, mas agora só me dá nojinho. Isso, aliado à minha raivinha quando me perguntam “Que legal… a Melissa deve amar vocês e dar mil pares, né?”, eu respondo que “não, não ganho sapato nenhum” e tenho certeza de que vou ouvir “Quê? Você gasta seu tempo falando de uma marca que não te dá nada em troca?”, me cansou. Realmente dediquei MUITO tempo e força à Melissa e nunca recebi nada em troca (também não acho que eles tenham a obrigação de dar alguma coisa em troca, já que eu que inventei de ter blog e pra eles uma divulgação assim não é nada demais). Mas nunca foi segredo que a Melissa nunca deu o valor que talvez devesse dar à blogueiras que se dedicam tanto em falar na marca. Isso está mudando aos pouquinhos e realmente espero que a marca passe a dar mais valor às fãs. Mas o resumo da ópera é: eu gastava meu tempo pesquisando e montando posts, sendo super cobrada por leitoras (tem gente que achar crime eu não saber nome de modelo XYZ), mas me divertia. Até que um dia parou de ser divertido.

E é nesse momento que me encontro: cansei de tanta cobrança, de tanta gente invejosa, de melissa, de sapato de plástico, de tudo e o convívio intenso com amigas tão queridas e a retribuição de carinho de tantas leitoras (ainda bem as queridas são maioria!), já não me bastam. Como bem me falou a Aninha outro dia: tô com nojinho de usar Melissa. Fiz aquela limpa, doei um monte, vendi algumas e fiquei com as que realmente ainda usava. Mas até elas estão pedindo para serem doadas/vendidas e farei isso aos poucos, conforme for comprando sapatos de outras marcas. Não tô dizendo que nunca mais vou usar Melissa, muito pelo contrário: minhas Joys ninguém tasca! haha. Só estou dizendo que não sou mais a pessoa que praticamente só usa Melissas. Todo esse universo melisseiro me cansou. É isso. Então por que continuar escrevendo sobre algo que não acredito, nem gosto mais? Taí porque saí do PF.

Vou continuar lá no Plastic Fantastic, como leitora. Tenho certeza de que a Charline vai fazer um ótimo trabalho, como sempre fez. E é isso. ;)

PS: E não, nós NUNCA brigamos e continuamos todas amigas. Hahah. Tive que escrever isso porque se meus amigos andam me perguntando isso, imagina a galëre que só saber achar pelo em ovo? Eu, hein!

17/08/10

Dia 12: Um conto

Por Ana Carolina | Arquivado em diarinho, os porquês

Era uma vez um menino pobre que veio para o ABC Paulista. Estudou pouco, teve que começar a trabalhar cedo. Perdeu o dedo enquanto trabalhava, foi o cabeça de um inovador movimento de trabalhadores e fundou um partido político. Enriqueceu, deu o melhor estudo para os filhos, mas não quis saber de estudar, mesmo com tanto dinheiro e oportunidades. Tentou várias vezes ser presidente do país até que um dia conseguiu (e ainda se reelegeu). Falou muita bobagem, deixou de ser o acusador de que o governo era feito para os ricos e passou a procurar apoio desses tais riquinhos. Criou bolsa escola/família/esmola. Teve mil escândalos estourando em sua mão, teve filho que enriqueceu “misteriosamente”, irmão que ficou no meio do furacão de denúncias e mulher que foi totalmente recauchutada (vou te dizer, aquilo sim que foi funilaria, meu amigo!). Agora que não pode mais ser reeleito, faz propaganda descarada para sua pupila (que já foi um dia considerada terrorista, veja só) e paga multas por tanta propaganda descarada (o que prova que ele não está nem aí para as leis). Nunca deixa de surpreender: agora fez aliança com um desses riquinhos-bobocas que sempre falou mal, para tentar eleger a tal pupila. O fim do conto? Infelizmente, por enquanto, todo esse esforço está valendo a pena: dizem por aí que a pupila leva a presidência ainda no primeiro turno.

Limpando o salão? O senhor presidente é um piadista mesmo!

É por essas e outras que às vezes não consigo acreditar no Brasil. Não dá, nem o povo se leva a sério.

Conto inspirado por esse ótimo post, compartilhado por vários amigos no Google Reader.

07/08/09

O que uma não fumante acha da lei

Por Ana Carolina | Arquivado em aleatórios, os porquês

Não resisti e tive que falar sobre a tal lei contra o cigarro e que sou TOTALMENTE A FAVOR dela.

Daí você que fuma pode me dizer que você tem todo o direito de fumar em qualquer lugar. E o meu direito de não ter fumaça fedorenta na minha cara?

Daí você que fuma me diz que balada só é balada quando se pode beber e fumar. E o que eu, que saio toda cheirosinha de casa e volto fedendo à cinzeiro?

Daí você que fuma fala que o cigarro não faz tão mal assim pra mim e solta a tal frase “Me mostre uma pessoa que teve câncer porque era fumante passivo e eu te mostro um ganhador do Papa Tudo”. E o que a minha alergia respiratória e a minha alergia no olho por causa da fumaça têm a ver com o seu vício? E quem disse que mesmo não sabendo de ninguém que tenha desenvolvido câncer por ser fumante passivo eu quero ficar de cobaia e ver se desenvolvo um?

Entendeu porque sou a favor? Convivo desde que nasci com o maior fumante que conheço: meu pai. Quando era pequena nunca tive alergia à cigarro, não vou dar uma de puritana e dizer que nunca fumei (tive minha ultra mega mini fase de fumante quando era adolescente) e depois que cresci, passei a ter problemas. É de se pensar que meu pai tenha parado de fumar dentro de casa, certo? Mas não parou, só evita quando eu estou por perto e olhe lá. Além disso, tive por um bom tempo conviver com o fedor do cigarro dentro de restaurantes (quem disse que a fumaça respeitava a tal área de fumantes?),  deixei de sair tanto pra noite porque não aguentava ficar por muito tempo com a fumaça… e agora posso pensar em comer sossegada, ir pra balada, voltar pra casa cheirosa.

Tá vendo porque acho que nenhum dos argumentos acima tem valor? Se você continua com o direito de fumar onde quiser, eu perco o meu e respirar ar puro, não espirrar, não ter os olhos lacrimejando e não ser uma possível paciente de quimioterapia.

Pra quem tem dúvidas, o G1 respondeu algumas aqui.

14/03/09

Muito tênquiú

Por Ana Carolina | Arquivado em aleatórios, diarinho, os porquês

Gente, sempre me surpreendo com o carinho que recebo por aqui e dessa vez o carinho me deixou sem palavras. MUITO OBRIGADA à todo mundo que me confortou de alguma forma (comentando, mandando e-mail ou twits), que se preocupou, desejou o bem. Mesmo! Vocês são demais. :)

É nessas horas que me dá mais vontade ainda de continuar com o blog.. vale super a pena conhecer tanta gente querida.