Não sei se já falei isso aqui, mas nunca fui fã da Madonna e continuo não sendo. Sei a importância que ela teve pra música pop, gosto de algumas músicas e é isso. Sempre a achei um tanto nojentinha demais, sabe?
Mesmo assim, não resisti quando vi o livro que o irmão dela escreveu estava por R$10 no Submarino. Você sabe meu fraco com biografias e histórias reais, né? Não consigo me controlar, por mais que eu não goste da personalidade sobre a qual o livro fala.
Christopher conta a história da infância deles: a morte da mãe, o pai durão e a madrasta que tentava botar tudo em ordem. Madonna e Christopher são os mais próximos desde crianças e é Madonna quem o incentiva a fazer aulas de dança e ir para a faculdade.
Até Madonna começar a dar certo, algumas coisas acontecem: ela se muda para NY, Chris descobre que é gay e também se muda para lá. Aí é que o livro começa a ficar interessante: Christopher participa de todo o início da carreira da irmã como dançarino e camareiro. Depois que a irmã já está famosa, ele também começa a dirigir algumas turnês dela, assim como a decorar as casas que ela compra.
Ele conta alguns detalhes sobre o casamento da Madonna com o Sean Penn, sobre como a fama começou a subir à cabeça e todas as brigas que eles tiveram nesse tempo. Também fala dos outros relacionamentos que a loira teve, terminando o livro um pouco antes do anúncio da separação dela e do Guy Ritchie.
Talvez você já tenha ouvido falar sobre o irmão drogado da Madonna, certo? Pois é, esse é o Christopher. No livro ele nega totalmente que já tenha sido viciado, diz que só usava “socialmente”, mesmo que frenquentemente. Funeral regado à cocaína na mansão Versace, finais de semana loucos em Cannes.. nada disso demonstra vício. Ahhh, claro! hahah.
Além disso, é óbvio que tudo é contado do ponto de vista dele e ele puxa muuuuiita sardinha pra esse lado, né? Nele a Madonna é sempre a injusta, a malvada, a doida. É claro que não deve ter sido tão assim.
Sei lá, demorei meses parar ler o livro porque parei algumas vezes. Esse negócio de “minha irmã é a melhor artista do mundo mas não ajuda ninguém” me enchia o saco. Além disso, a Madonna realmente tinha algumas atitudes bem escrotas com ele, com a família e os funcionários. Acabei o livro achando que Chritopher morre de ciúme e inveja da irmã e que a Madonna é uma escrota insegura que acha que todo mundo só quer o dinheiro dela. Ou seja: terminei o livro gostando menos ainda da Madonna. haha. X)
Já falei por aqui que gosto muito de Metallica e que a banda é a trilha sonora oficial do meu namoro, né? Daí que o Henrique já tinha assistido ao show deles em 99, mas eu morria de vontade de assistir também. Por isso quando anunciaram o show, corri comprar ingressos e ontem fui para o Estádio do Morumbi para realizar um sonho.

Estádio às 19h, quando cheguei. Já estava bem cheio, mas depois ficou muuuito mais!
Esse Top 5 é continuação desse aqui, mas tá um tanto atrasado. X)
Ganhei o Ipod novo faz pouco tempo e como o antigo pifou, o Top 5 só vai contar as músicas ouvidas no novo. Os números são altos porque fico muito tempo no ônibus na ida e volta do trabalho, então dá pra ouvir música pra caramba.
Já fiz bastante Top 5 musical por aqui, mas nunca mostrei o que realmente ouço no dia-a-dia, né? Agora em dezembro vou fazer dois Top 5’s mostrando o que foi mais ouvido em 2009: um no trabalho (passo o dia escutando música enquanto trabalho) e outro no Ipod (que escuto na rua). Em casa praticamente não ouço música e quando escuto é pelo Ipod. Enfim, deu para vocês entenderem.
O certo seria colocar as 5 músicas mais ouvidas, mas aí ia ter muito artista repetido. Então o Top 5 é de artistas ouvidos, ok?

Estava super a fim de ler esse livro desde que assisti à série da Globo (Maysa – quando fala um coração) no começo do ano. Fiquei super feliz quando a Jú me deu o livro.
A biografia é bem gostosa de ler e se foca exclusivamente na Maysa: nada de falar em detalhes sobre o que acontece com o irmão dela, o filho (o diretor de novelas Jayme Monjardim), os pais.. nada. Já li muitas biografias que contam a história de toda a família do biografado, o que deixa o livro um pouco confuso às vezes, mas esse não é o caso dessa biografia.
Pra quem não sabe, Maysa foi uma das cantoras de maior sucesso no país, na época que o samba-canção (fossa) estava na moda, nos anos 50 e 60. Chocou a sociedade da época ao trocar o casamento com um dos homens mais ricos do país (era um Matarazzo, né?) pela carreira de cantora. Chocou mais ainda ao assumir seu gosto pelo álcool e pelos muitos namorados. Foi uma das primeiras celebridades brasileiras à ter sua vida e escândalos totalmente expostos nas revistas de fofocas.
Entre os namorados/rolos/peguetes da Maysa estavam Roberto Carlos, Jango Goulart (sim, o presidente!), Bôscoli (um grande fdp, que embarcou em um romance com ela por puro interesse e que a chamava de “la gorda” pelas costas), atores, anônimos… a mulher rodava a banca, sem querer saber o que os outros pensavam.
O que achei mais legal foi a forma como todos viam a Maysa, especialmente os homens: uma mulher forte, sensual, misteriosa e absolutamente linda. Por que gostei disso? Na maior parte de sua vida, a cantora sempre esteve bem acima do peso ideal e isso não parecia importar muito para seus admiradores (exceto para o Bôscoli). Claro que ela não gostava dos tantos quilos a mais e sempre lutou contra a balança. Só conseguiu realmente emagrecer alguns anos antes de morrer.

Os olhos verdes (sua marca registrada), gorda mas super famosa e magra, pouco antes de morrer.
O que menos gostei, foi que assim como quando assisti à série, cheguei à conclusão que Maysa era uma mulher extremamente egoísta, péssima mãe e carente de atenção. Acho que boa parte disso é culpa dos pais dela, que a deixavam fazer o que bem entendesse e muitas vezes trocavam o convívio com a filha pelas noitadas fora de casa.
O vício pela bebida a acompanhou até o fim da vida e era um verdadeiro drama: quando bebia, Maysa ficava agressiva, louca. Chegou a fazer alguns tratamentos para largar o álcool, mas sempre voltava a beber. Quando morreu estava testando um novo método e realmente conseguiu largar a bebida, mas a trocou pelos remédios para emagrecer (anfetaminas) e outros.
Acho que já falei por aqui que gosto muito de música antiga e ler o livro me deu vontade de pesquisar bastante sobre a Maysa. Descobri uma intrérprete maravilhosa, com uma voz linda. Uma compositora sofrida, bem fossa mesmo. Adorei e já incorporei algumas músicas dela à minha playlist de todo dia.
Pra quem nunca ouviu nada, dois vídeos:
Dando uma patada no apresentador japonês, antes de cantar um de seus grandes sucessos: Meu mundo caiu…
… e cantando com Gal Costa no Fantástico.
Continuo lendo em fila os livros que ganhei de aniversário e ó, ainda falta bastante, viu.
Rita Lee mora ao lado – Henrique Bartsch
É um livro bem gostoso de ler, a narrativa é bem divertida e os personagens são ótimos. Por causa disso li super rápido.
Talvez você esteja achando que é uma biografia da Rita Lee, mas não é não. O livro é contado por Bárbara Farniente, uma mulher que viveu sendo a sombra da Rita Lee, já que sua mãe era apaixonada pelo pai de Rita e fazia com que ela estudasse no mesmo colégio e acompanhasse de perto a menina. O hábito ficou tão forte que a moça fez isso a vida toda.
A Rita do livro faz tudo o que a Rita da vida real fez: cria uma banda, sai da banda, usa muita droga, tem várias overdoses, lança a carreira solo, se casa, se separa… mas tudo isso é misturado com muitos fatos que não aconteceram, então sempre fica a dúvida se algo aconteceu mesmo ou não.
A Bárbara é desbocada, inteligente e sempre está no lugar certo, na hora certa. Ela trabalha em algumas gravadoras, conhece (entre quatro paredes) muitos famosos, fica rica com uma herança de um pai que nunca conheceu e monta um spa.
Gostei muito do livro, mas admito que o final me pareceu muito hippie, tudo termina com muita paz… eu tinha imaginado um final diferente, mas tudo bem.
Fiquei morrendo de vontade de ler alguma biografia da Rita Lee, mas como tenho o costume de só ler biografias de gente que morreu (é, gosto de saber o final da história – hahaha), espero mais algumas décadas pra isso.
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Aos meus amigos – Maria Adelaide Amaral
Dos livros que ganhei da Jú, resolvi começar por esse porque eu já vinha lendo muitas biografias seguidas e queria dar uma desanuviada, sabe?
Desde que assisti à alguns capítulos da série na Globo (chamada Queridos amigos), há um ou dois anos atrás, fiquei querendo ler esse livro (que inspirou a série).
Gosto muito de livros que misturam passado e presente, fazendo aquele vai e volta, sabe? Tem muito disso no livro, adorei.
A história começa logo de manhã cedo, com várias conversas ao telefone entre amigos avisando sobre o suicídio de um amigo em comum e segue durante o dia todo: IML, velório, enterro, ida à casa do falecido para pegar documentos e jantar dos mais amigos, como uma forma de despedida (já que era esse amigo que morreu que ligava todos, de alguma forma)
Não vou falar muito mais sobre a história porque fica difícil falar sem contar algo importante que vá estragar a leitura de quem também quer ler o livro.
Os personagens são paulistanos que estudaram ou trabalharam juntos e que seguiram a vida unidos. Alguns casaram, outros foram presos na época da ditadura… são pessoas super interessantes.
Na época da série da Globo li uma entrevista da Maria Adelaide falando que ela fez esse livro como homenagem aos amigos dela, que cada personagem tinha um pouco de algum amigo muito querido e, sendo assim, o nome do livro não podia ser diferente. Achei isso o máximo.. imagina escrever um livro para seus amigos? Além de ser divertido, é uma homenagem muito legal.
Depois que li o livro, fiquei louca da vida porque o Léo da Globo é um bunda-mole comparado com o Léo do livro: introspectivo, sarcástico, solitário. E também modificaram muito os outros personagens, só achei o Beny interpretado pelo Guilherme Weber bem fiel ao do livro.
Pra quem não lembra da série na Globo, olha a abertura aí: