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13/04/12

Andei lendo: Abusado – O Dono do Morro Dona Marta (Caco Barcellos)

Por Ana Carolina | Arquivado em andei lendo

 Sempre gostei do Caco Barcellos e tinha bastante curiosidade de ler algum dos livros dele. Ganhei de aniversário ano passado o Abusado e foi por ele que comecei.

Sempre fui bem curiosa para saber como funciona o gerenciamento de uma boca de fumo, a organização de cargos e hierarquia do crime, como a comunidade lida com isso e tudo mais. Para entendermos melhor tudo isso, nada melhor do que conhecer a história do começo da comunidade, como um ajuntamento de famílias virou o Dona Marta, uma das maiores favelas verticais do mundo. Caco conta como foi o início, como o morro foi tomando cara de favela e como os moradores construíram praticamente sem apoio do governo. Todo esse entendimento é bem necessário, só assim a gente consegue entender como um morador do morro pode ter a visão que muitas vezes tem dos crimiosos.

Conhendo a luta dos moradores pela melhoria (mínima!) do morro e o apoio que eles recebiam de criminosos antigos, fica fácil entender o fascínio que as crianças acabam tendo por aqueles que tem mais dinheiro que os vizinhos e ajudam o morro a melhorar. Foi assim que Juliano (o codinome que Caco deu para Marcinho VP, um dos traficantes mais famosos da década de 90 no Rio de Janeiro) aprendeu a respeitar e admirar ladrões, sequestradores e traficantes. Cresceu, resolveu trabalhar no tráfico e acabou virando chefão do morro. Namorou cantora famosa, publicitária bem de vida, meninas da comunidade e praticamente tudo o que aparecia vestindo uma saia na sua frente. Ganhou dinheiro, perdeu mais dinheiro ainda. Matou e viu morrer amigos. Teve amizade com integrante de banda famosa e cineasta rico. Foi preso, torturado e fugiu do país.

Não, ele não foi uma boa pessoa. Mesmo assim, lendo o livro a gente consegue entender melhor o universo em que ele cresceu e viveu e porque tudo o que fazia lhe parecia tão natural. E faz pensar. Pensar em como acabar com esse ciclo de pobreza e violência, como o estado e a gente poderia melhorar a condição de vida de quem mal tem o que comer e vai para o tráfico ganhar dinheiro para tirar uma de playboy, pra ter uma vida mais parecida com aquela que ele vê na novela. É uma questão bem difícil de ser resolvida.

14/03/12

Andei lendo: Marsha Mellow e Eu (Maria Beaumont)

Por Ana Carolina | Arquivado em andei lendo

Momento confissão: sempre vi esse livro por aí mas meio que me recusava a comprar porque achava muito ridícula essa brincadeira no nome da personagem. Marsha Mellow, sério? SÉRIO? Afe.

Aí li algumas resenhas falando bem, o número de estrelas lá no skoob é até que alto… resolvi pegar em uma troca. E não me arrependi.

Amy é secretária em um jornal local nada prestigioso e acaba o namoro com um escritor famoso e totalmente canalha. No meio de toda a raiva pelo fim do relacionamento ela escreve um livro sobre uma mulher que faz sexo com basicamente qualquer coisa que respire. Hahaha. A irmã dela, Lisa, lê o livro, acha o máximo e leva para uma editora (não sem antes criar esse nome LIIINDO – só que não – para ninguém desconfiar que Amy que escreveu). O livro é lançado, vira a maior febre e todos falam sobre isso. Como Marsha Mallow nunca aparece, jornais começam a fazer uma verdadeira caça à verdadeira autora e Amy fica morrendo de medo que a descubram.

O grande problema para ela assumir a personalidade da autora é que sua mãe é uma senhora super conservadora e ela acredita que a mãe teria um ataque quando soubesse. Para evitar a ira da mãe, Amy sempre contou muitas mentiras. Uma das maiores foi a de que seu melhor amigo, Ant (meu favorito de todo o livro), tinha ido à Nova York estudar para ser padre, quando na verdade foi para curtir a vida de um solteiro gay super liberal. Ou seja: ela só cria sarna pra se coçar. SEMPRE.

Como todo livro mulherzinha, claro que Amy se apaixona por um cara super gente fina e eles tentam ficar juntos. Tinha que ter isso, né?

Gostei bastante e ri muito em algumas passagens. O final é um pouco diferente do que achei que fosse, mas não totalmente. É livro mulherzinha, né? Ela tinha que se dar bem no final de qualquer jeito.

07/03/12

Andei lendo: A morte de Bunny Munro (Nick Cave)

Por Ana Carolina | Arquivado em andei lendo

Gosto das músicas do Nick Cave mas não sou muito fã, tenho que estar no clima para ouvi-las. Mesmo assim, desde que o livro foi lançado fiquei super curiosa para ler e foi bem legal encontrá-lo para troca. Já falei que as trocas tem sido uma ótima ajuda para essa minha fase sem gastar $$ com livros, né? Já falei sobre o Trocando Livros aqui, agora falta falar sobre outro site bem legal que tenho usado (mas isso fica para outro post).

Bunny é um cara de meia idade que vende produtos de beleza de porta em porta. É casado com uma mulher depressiva e tem um filho de 9 anos, Bunny Júnior. O cara é COMPLETAMENTE viciado em sexo, coisa que me fez ficar um pouco entediada no começo do livro, porque era só sobre isso que ele falava e pensava.

Ele leva a vida numa boa (mora com a mulher e o filho, mas passa dias e dias fora de casa tendo sexo casual com um número bem grande de mulheres), até que sua mulher se enforca. Bunny se vê perdido, tendo alucinações e tendo que cuidar do filho, coisa que ele não faz a mínima ideia de como fazer.

Bunny é completamente errado: pevertido, drogado, bêbado, cheio de questões a serem resolvidas. E no final de tudo você se pega torcendo por ele. Hahaha. Meio incrível, mas eu torci bastante. E acabei gostando do final. :)

15/02/12

Andei lendo: O Discurso do Rei (Mark Logue e Peter Conradi)

Por Ana Carolina | Arquivado em andei lendo

Até hoje não assisti o filme, mas quando vi esse livro para troca solicitei na hora. O livro foi escrito pelo neto de Lionel Logue, o homem que praticamente curou a gagueira do rei George VI no começo do século passado.

É uma biografia de Lionel, dando muita ênfase para o tratamento do rei e como ele o conheceu, sua relação e a história do Reino Unido naquela época. É legal porque fala um pouco sobre as impressões que Lionel tinha sobre a família real, incluindo a bebê Elizabeth (filha de George VI). Depois da leitura, fiquei meio fã da rainha. Simpática, uma história legal e aparentemente justa e com boa índole. É legal porque dá pra entender um pouco melhor toda a importância que a família real tem para seu povo.

Em algumas partes achei muita puxação de saco, sabe? Lionel é sempre o melhor, o correto, o honesto, o humilde.. e em muitos momentos fiquei com a impressão de que sua relação com o rei não era tão íntima assim, ele que forçava um pouco a barra, sabe?

Gostei do livro, mas quero procurar alguma outra fonte sobre George VI também.

31/01/12

Andei lendo: Chantilly (Mare Soares)

Por Ana Carolina | Arquivado em andei lendo

Olhando o nome e a capa do livro você imagina que ele é mais um chick-lit comum, certo? Errado.

O Chantily do livro vem da cidade francesa de Chantilly, onde um fato muito estranho ocorreu: todos os moradores da cidade começaram a perder a memória e morrer, sem motivo aparente. A cidade foi tomada pela criminalidade e totalmente abandonada pelas autoridades.

Vinte anos depois o cientista Ethan Stuart encontra o diário de Catherine Aragon, uma sobrevivente do ocorrido e vai atrás ela para investigar o que realmente aconteceu. Enquanto isso, ele conhece Leon Saiter, outro sobrevivente e que vai tentar ajudá-lo a resolver o mistério. As descobertas dos dois começam a incomodar o governo e aí a espiã Anabelle passa a vigiá-los de perto.

Não esperava por nada disso quando comecei a ler o livro e tampouco sabia que ele era o primeiro de uma trilogia. Acabei frustrada, já que a história não me agradou (achei tudo leeeeento demais) e fiquei sem saber o final. As personagens também não são muito cativantes, tinha hora que eu torcia pra alguém morrer só pra eu me livrar da personagem, sabe? Hahaha. Enfim, esse é um que vai para a troca novamente. ;)

Uma coisa muito legal sobre o livro é que ele foi lançado de uma forma independente. A autora é nova e bancou do bolso a edição, vendida pela internet. Posso não ter gostado da história, mas sei que muita gente por aí gostou e acho a iniciativa da Mare Soares ótima e invejável. Ela tá de parabéns.

25/01/12

Andei lendo: Where Rainbows End (Cecilia Ahern)

Por Ana Carolina | Arquivado em andei lendo

Desde o trauma que foi ler P.S. I Love You eu evitei ler algum outro livro da Cecilia Ahern. Tinha a impressão de que ia me acabar de chorar em qualquer livro e simplesmente não estava a fim.

Até que percebi que já fazia um ano desde P.S. I Love You, então achei que estava na hora de dar mais uma chance para a autora (afinal, tenho três livros dela e só tinha lido um). Escolhi Where rainbows end por causa do novo. Tava doida pra saber o porquê do nome.

O livro conta a história de Rosie Dunne, uma menina irlandesa que desde seus 5 anos de idade tem mania de trocar bilhetes e cartas com as pessoas próximas. Rosie tem um melhor amigo menino, chamado Alex, com quem divide todos os momentos da sua vida. Através das cartas/bilhetes/e-mails/conversas em msn acompanhamos o crescimento da menina e as peças que o destino prega nela. Olha, vou te dizer: ô mulher azarada! Toda vez que ela acha que sabe o que fazer e tem planos bem definidos acontece alguma coisa totalmente diferente e ela se ferra. Toda vez ela se ferra, é impressionante. Só no final do livro ela consegue se dar bem.

Não posso falar muito sobre o que acontece com a Rosie porque é sempre uma surpresa e aí eu estragaria a leitura de quem se interessou pelo livros. Só digo que a história é divertida, Rosie e Alex são personagens muito interessantes e não teve muito chororô enquanto eu lia. Gostei bastante, mas P.S. I Love You continua sendo meu livro favorito da autora.

Existe a versão em português do livro (chamada “Onde terminam os arco-íris“, duh!) mas, se eu fosse você, comprava em inglês mesmo. Ô capa feia a dessa versão brasileira! :O