Sempre gostei do Caco Barcellos e tinha bastante curiosidade de ler algum dos livros dele. Ganhei de aniversário ano passado o Abusado e foi por ele que comecei.
Sempre fui bem curiosa para saber como funciona o gerenciamento de uma boca de fumo, a organização de cargos e hierarquia do crime, como a comunidade lida com isso e tudo mais. Para entendermos melhor tudo isso, nada melhor do que conhecer a história do começo da comunidade, como um ajuntamento de famílias virou o Dona Marta, uma das maiores favelas verticais do mundo. Caco conta como foi o início, como o morro foi tomando cara de favela e como os moradores construíram praticamente sem apoio do governo. Todo esse entendimento é bem necessário, só assim a gente consegue entender como um morador do morro pode ter a visão que muitas vezes tem dos crimiosos.
Conhendo a luta dos moradores pela melhoria (mínima!) do morro e o apoio que eles recebiam de criminosos antigos, fica fácil entender o fascínio que as crianças acabam tendo por aqueles que tem mais dinheiro que os vizinhos e ajudam o morro a melhorar. Foi assim que Juliano (o codinome que Caco deu para Marcinho VP, um dos traficantes mais famosos da década de 90 no Rio de Janeiro) aprendeu a respeitar e admirar ladrões, sequestradores e traficantes. Cresceu, resolveu trabalhar no tráfico e acabou virando chefão do morro. Namorou cantora famosa, publicitária bem de vida, meninas da comunidade e praticamente tudo o que aparecia vestindo uma saia na sua frente. Ganhou dinheiro, perdeu mais dinheiro ainda. Matou e viu morrer amigos. Teve amizade com integrante de banda famosa e cineasta rico. Foi preso, torturado e fugiu do país.
Não, ele não foi uma boa pessoa. Mesmo assim, lendo o livro a gente consegue entender melhor o universo em que ele cresceu e viveu e porque tudo o que fazia lhe parecia tão natural. E faz pensar. Pensar em como acabar com esse ciclo de pobreza e violência, como o estado e a gente poderia melhorar a condição de vida de quem mal tem o que comer e vai para o tráfico ganhar dinheiro para tirar uma de playboy, pra ter uma vida mais parecida com aquela que ele vê na novela. É uma questão bem difícil de ser resolvida.
Momento confissão: sempre vi esse livro por aí mas meio que me recusava a comprar porque achava muito ridícula essa brincadeira no nome da personagem. Marsha Mellow, sério? SÉRIO? Afe.
Aí li algumas resenhas falando bem, o número de estrelas lá no skoob é até que alto… resolvi pegar em uma troca. E não me arrependi.
Amy é secretária em um jornal local nada prestigioso e acaba o namoro com um escritor famoso e totalmente canalha. No meio de toda a raiva pelo fim do relacionamento ela escreve um livro sobre uma mulher que faz sexo com basicamente qualquer coisa que respire. Hahaha. A irmã dela, Lisa, lê o livro, acha o máximo e leva para uma editora (não sem antes criar esse nome LIIINDO – só que não – para ninguém desconfiar que Amy que escreveu). O livro é lançado, vira a maior febre e todos falam sobre isso. Como Marsha Mallow nunca aparece, jornais começam a fazer uma verdadeira caça à verdadeira autora e Amy fica morrendo de medo que a descubram.
O grande problema para ela assumir a personalidade da autora é que sua mãe é uma senhora super conservadora e ela acredita que a mãe teria um ataque quando soubesse. Para evitar a ira da mãe, Amy sempre contou muitas mentiras. Uma das maiores foi a de que seu melhor amigo, Ant (meu favorito de todo o livro), tinha ido à Nova York estudar para ser padre, quando na verdade foi para curtir a vida de um solteiro gay super liberal. Ou seja: ela só cria sarna pra se coçar. SEMPRE.
Como todo livro mulherzinha, claro que Amy se apaixona por um cara super gente fina e eles tentam ficar juntos. Tinha que ter isso, né?
Gostei bastante e ri muito em algumas passagens. O final é um pouco diferente do que achei que fosse, mas não totalmente. É livro mulherzinha, né? Ela tinha que se dar bem no final de qualquer jeito.
Gosto das músicas do Nick Cave mas não sou muito fã, tenho que estar no clima para ouvi-las. Mesmo assim, desde que o livro foi lançado fiquei super curiosa para ler e foi bem legal encontrá-lo para troca. Já falei que as trocas tem sido uma ótima ajuda para essa minha fase sem gastar $$ com livros, né? Já falei sobre o Trocando Livros aqui, agora falta falar sobre outro site bem legal que tenho usado (mas isso fica para outro post).
Bunny é um cara de meia idade que vende produtos de beleza de porta em porta. É casado com uma mulher depressiva e tem um filho de 9 anos, Bunny Júnior. O cara é COMPLETAMENTE viciado em sexo, coisa que me fez ficar um pouco entediada no começo do livro, porque era só sobre isso que ele falava e pensava.
Ele leva a vida numa boa (mora com a mulher e o filho, mas passa dias e dias fora de casa tendo sexo casual com um número bem grande de mulheres), até que sua mulher se enforca. Bunny se vê perdido, tendo alucinações e tendo que cuidar do filho, coisa que ele não faz a mínima ideia de como fazer.
Bunny é completamente errado: pevertido, drogado, bêbado, cheio de questões a serem resolvidas. E no final de tudo você se pega torcendo por ele. Hahaha. Meio incrível, mas eu torci bastante. E acabei gostando do final.
Até hoje não assisti o filme, mas quando vi esse livro para troca solicitei na hora. O livro foi escrito pelo neto de Lionel Logue, o homem que praticamente curou a gagueira do rei George VI no começo do século passado.
É uma biografia de Lionel, dando muita ênfase para o tratamento do rei e como ele o conheceu, sua relação e a história do Reino Unido naquela época. É legal porque fala um pouco sobre as impressões que Lionel tinha sobre a família real, incluindo a bebê Elizabeth (filha de George VI). Depois da leitura, fiquei meio fã da rainha. Simpática, uma história legal e aparentemente justa e com boa índole. É legal porque dá pra entender um pouco melhor toda a importância que a família real tem para seu povo.
Em algumas partes achei muita puxação de saco, sabe? Lionel é sempre o melhor, o correto, o honesto, o humilde.. e em muitos momentos fiquei com a impressão de que sua relação com o rei não era tão íntima assim, ele que forçava um pouco a barra, sabe?
Gostei do livro, mas quero procurar alguma outra fonte sobre George VI também.
Olhando o nome e a capa do livro você imagina que ele é mais um chick-lit comum, certo? Errado.
O Chantily do livro vem da cidade francesa de Chantilly, onde um fato muito estranho ocorreu: todos os moradores da cidade começaram a perder a memória e morrer, sem motivo aparente. A cidade foi tomada pela criminalidade e totalmente abandonada pelas autoridades.
Vinte anos depois o cientista Ethan Stuart encontra o diário de Catherine Aragon, uma sobrevivente do ocorrido e vai atrás ela para investigar o que realmente aconteceu. Enquanto isso, ele conhece Leon Saiter, outro sobrevivente e que vai tentar ajudá-lo a resolver o mistério. As descobertas dos dois começam a incomodar o governo e aí a espiã Anabelle passa a vigiá-los de perto.
Não esperava por nada disso quando comecei a ler o livro e tampouco sabia que ele era o primeiro de uma trilogia. Acabei frustrada, já que a história não me agradou (achei tudo leeeeento demais) e fiquei sem saber o final. As personagens também não são muito cativantes, tinha hora que eu torcia pra alguém morrer só pra eu me livrar da personagem, sabe? Hahaha. Enfim, esse é um que vai para a troca novamente.
Uma coisa muito legal sobre o livro é que ele foi lançado de uma forma independente. A autora é nova e bancou do bolso a edição, vendida pela internet. Posso não ter gostado da história, mas sei que muita gente por aí gostou e acho a iniciativa da Mare Soares ótima e invejável. Ela tá de parabéns.
Desde o trauma que foi ler P.S. I Love You eu evitei ler algum outro livro da Cecilia Ahern. Tinha a impressão de que ia me acabar de chorar em qualquer livro e simplesmente não estava a fim.
Até que percebi que já fazia um ano desde P.S. I Love You, então achei que estava na hora de dar mais uma chance para a autora (afinal, tenho três livros dela e só tinha lido um). Escolhi Where rainbows end por causa do novo. Tava doida pra saber o porquê do nome.
O livro conta a história de Rosie Dunne, uma menina irlandesa que desde seus 5 anos de idade tem mania de trocar bilhetes e cartas com as pessoas próximas. Rosie tem um melhor amigo menino, chamado Alex, com quem divide todos os momentos da sua vida. Através das cartas/bilhetes/e-mails/conversas em msn acompanhamos o crescimento da menina e as peças que o destino prega nela. Olha, vou te dizer: ô mulher azarada! Toda vez que ela acha que sabe o que fazer e tem planos bem definidos acontece alguma coisa totalmente diferente e ela se ferra. Toda vez ela se ferra, é impressionante. Só no final do livro ela consegue se dar bem.
Não posso falar muito sobre o que acontece com a Rosie porque é sempre uma surpresa e aí eu estragaria a leitura de quem se interessou pelo livros. Só digo que a história é divertida, Rosie e Alex são personagens muito interessantes e não teve muito chororô enquanto eu lia. Gostei bastante, mas P.S. I Love You continua sendo meu livro favorito da autora.
Existe a versão em português do livro (chamada “Onde terminam os arco-íris“, duh!) mas, se eu fosse você, comprava em inglês mesmo. Ô capa feia a dessa versão brasileira! :O