Acho que daqui a pouco vão começar a achar que esse blog é sobre literatura, né? haha. X)
Eu tinha visto anúncio da nova coleção Clássicos Abril Coleções e já tinha ficado de olhos brilhando com a promessa: edições de clássicos da literatura mundial com capa dura em tecido por R$14,90 cada, um por semana.
Ai gente.. foi fogo. Eu não consigo me segurar quando o assunto é livro, mas fui consultando minha mãe pra ver o que já tinha aqui em casa e acabei fazendo uma wishlist de só 5 edições da Coleção. Até que passei na banca essa semana e vi a edição dupla de Crime e Castigo por R$14,90 e não resisti, mesmo não estando na wishlist original.
Aí o problema cresceu: depois que vi como os livros são bonitos ao vivo (tem até aquela fitinha presa para marcar a página, tipo livro antigo mesmo!) minha wishlist duplicou. Quero Madame Bovary, O retrato de Dorian Gray, A divina Comédia, Hamlet, Orgulho e preconceito, O morro dos ventos uivantes, A metamorfose, Cândido, Grandes esperanças e No caminho de Swann. Ainda tô pensando em pegar também Memórias Póstumas de Brás Cubas já que a minha edição é daquelas feinhas de quando ainda estava no colégio.
Olha aqui todos os títulos e corre pra comprar os que quiser, porque vale muito a pena.
Todo mundo me perguntando sobre esse resultado.. ficaram querendo esse presentinho da Edtora Globo, né?
Ai gente.. coisa difícil escolher ganhador de concurso cultural, viu? Teve um monte de frases legais, mas a que eu mais gostei foi:

Parabéns, Rayana!
Pra quem não ganhou, tenho alguns recadinhos:
1 – Lá no site da Globo Livros eles indicam lugares para comprar o livro
2 – Essa semana tem mais promoção por aqui
3 – Se você é perua que nem eu, pode ir correndo participar da promo da Denise lá no Lovely Planet.
Além disso, muuuito obrigada por quem participou dessa promo, adorei!
Eu sempre penso em cores quando quero mostrar alguma coisa aqui e já falei várias vezes que quanto mais colorido for, mais eu gosto. Então resolvi dar cores aos dias da semana passada.

Assino a Gloss e tenho que confessar que nem me empolgo mais para ver a capa, como normalmente acontece com as revistas que gosto. Por quê?

Todas as capas de 2009
Alguma global + fundo branco + roupa e/ou maquiagem colorida. SEMPRE.
Cara, cadê a criatividade deles? Como dizem os meninos do dasBancas: Gloss, desiste, você não é a Nylon!
Continuo lendo em fila os livros que ganhei de aniversário e ó, ainda falta bastante, viu.
Rita Lee mora ao lado – Henrique Bartsch
É um livro bem gostoso de ler, a narrativa é bem divertida e os personagens são ótimos. Por causa disso li super rápido.
Talvez você esteja achando que é uma biografia da Rita Lee, mas não é não. O livro é contado por Bárbara Farniente, uma mulher que viveu sendo a sombra da Rita Lee, já que sua mãe era apaixonada pelo pai de Rita e fazia com que ela estudasse no mesmo colégio e acompanhasse de perto a menina. O hábito ficou tão forte que a moça fez isso a vida toda.
A Rita do livro faz tudo o que a Rita da vida real fez: cria uma banda, sai da banda, usa muita droga, tem várias overdoses, lança a carreira solo, se casa, se separa… mas tudo isso é misturado com muitos fatos que não aconteceram, então sempre fica a dúvida se algo aconteceu mesmo ou não.
A Bárbara é desbocada, inteligente e sempre está no lugar certo, na hora certa. Ela trabalha em algumas gravadoras, conhece (entre quatro paredes) muitos famosos, fica rica com uma herança de um pai que nunca conheceu e monta um spa.
Gostei muito do livro, mas admito que o final me pareceu muito hippie, tudo termina com muita paz… eu tinha imaginado um final diferente, mas tudo bem.
Fiquei morrendo de vontade de ler alguma biografia da Rita Lee, mas como tenho o costume de só ler biografias de gente que morreu (é, gosto de saber o final da história – hahaha), espero mais algumas décadas pra isso.
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Aos meus amigos – Maria Adelaide Amaral
Dos livros que ganhei da Jú, resolvi começar por esse porque eu já vinha lendo muitas biografias seguidas e queria dar uma desanuviada, sabe?
Desde que assisti à alguns capítulos da série na Globo (chamada Queridos amigos), há um ou dois anos atrás, fiquei querendo ler esse livro (que inspirou a série).
Gosto muito de livros que misturam passado e presente, fazendo aquele vai e volta, sabe? Tem muito disso no livro, adorei.
A história começa logo de manhã cedo, com várias conversas ao telefone entre amigos avisando sobre o suicídio de um amigo em comum e segue durante o dia todo: IML, velório, enterro, ida à casa do falecido para pegar documentos e jantar dos mais amigos, como uma forma de despedida (já que era esse amigo que morreu que ligava todos, de alguma forma)
Não vou falar muito mais sobre a história porque fica difícil falar sem contar algo importante que vá estragar a leitura de quem também quer ler o livro.
Os personagens são paulistanos que estudaram ou trabalharam juntos e que seguiram a vida unidos. Alguns casaram, outros foram presos na época da ditadura… são pessoas super interessantes.
Na época da série da Globo li uma entrevista da Maria Adelaide falando que ela fez esse livro como homenagem aos amigos dela, que cada personagem tinha um pouco de algum amigo muito querido e, sendo assim, o nome do livro não podia ser diferente. Achei isso o máximo.. imagina escrever um livro para seus amigos? Além de ser divertido, é uma homenagem muito legal.
Depois que li o livro, fiquei louca da vida porque o Léo da Globo é um bunda-mole comparado com o Léo do livro: introspectivo, sarcástico, solitário. E também modificaram muito os outros personagens, só achei o Beny interpretado pelo Guilherme Weber bem fiel ao do livro.
Pra quem não lembra da série na Globo, olha a abertura aí:
Já disse muito por aqui que sou fã de histórias reais, certo? Acho que já devo ter falado por aqui que se tem uma época que realmente gosto são as décadas de 50 e 60. A música, o cinema, os mitos… nisso tudo, óbvio, está inclusa a Marilyn Monroe. Diva eterna, a vida da mulher rende assunto até hoje e foi assim que me interessei por esse livro (que ganhei de aniversário da Erica e do Lê). Devorei o livro em dois dias e resolvi fazer um post só para ele, para eu poder comentar tuuuudo, colocar fotos e vídeos.
Marilyn e JFk – François Forestier
Um livro que começa com o autor dizendo “Para iluminar um pouco tanta escuridão, foi preciso uma sólida documentação, um editor paciente e um defeito crucial: uma má índole. Eu tenho.” não tem como ser ruim, certo? Adoro biografias que contam os podres e não medem esforços para mostrar que a personalidade em questão tinha defeitos.
Vamos começar pelos personagens principais: Marilyn Monroe, a super diva do cinema e John Fitzgerald Kennedy, presidente americano muito querido pelos seus eleitores. E entre eles muito mais gente: Robert (irmão do JFK), Jackie (mulher de JFK), dois ex-maridos de Marilyn, mafiosos, cantores, atores, políticos, policiais, investigadores, psiquiatras, detetives… uma lista sem fim de pessoas.
O livro dá um breve panorama da história de Marilyn (infância pobre, pai desconhecido, mãe internada no manicômio, casada com o namoradinho para ter onde morar depois que os pais adotivos a abandonam) e de John (filho de irlandês que se deu bem na América, criança rica, doente que precisa de vários tratamentos) e começa a dar mais detalhes quando a história dos dois se cruza. Marilyn já é a atriz mais sexy da época e John é um senador casado que não pode ver um rabo de saia pela frente.
Acho que o que mais me chocou no livro foi saber que JFK era um super galinha: encostou o pé no chão quando sentou na guia já tava no ponto pra ir pra cama com ele. Ele teve vááááriiiasss amantes: atrizes, secretárias, cantoras, garotas de programa… desde que não contassem à ninguém suas puladas de cerca, estava tudo bem. Claro que todo mundo sabia dessas escapadas dele (e ele não fazia questão nenhuma de escondê-las), inclusive Jackie Kennedy (a mulher recatada e ideal americano de esposa). Nunca fui fã da Jackie, sempre a achei bem sem graça e feinha, mas depois de ler esse livro a antipatia cresceu MUITO. Mesmo sabendo das traições do marido, continuou casada com ele por causa do dinheiro (chegou até a receber dinheiro do sogro para isso). Não tem esposa modelo mais falsa que ela. Pra mim, ela não tem mérito nenhum para ter um esmalte com o nome dela.