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13/05/13

Andei lendo: Um trabalho sujo (Christopher Moore)

Por Ana Carolina | Arquivado em andei lendo

Charlie Asher é um Macho Beta. O Macho Beta é aquele que está ali para quando a mocinha leva um pé na bunda do Macho Alfa, que oferece amor e estabilidade para ela. Como bom Macho Beta, ele fica perdido quando sua mulher morre logo após de dar a luz à sua primeira filha, Sophie.

Já no hospital as coisas começam a ficar estranhas para ele. As pessoas não enxergam o enorme homem que entrou no quarto de sua mulher na hora de sua morte, ele presencia morte de estranhos e coincidentemente o nome dessa pessoas começa a aparecer em sua agenda sem que ele tenha escrito.

Acontece que Charlie vira um Mercador da Morte e tem que aprender a lidar com isso, com a filha recém-nascida, com a falta que a esposa lhe faz e ainda cuidar do seu brechó e seus dois funcionários estranhos, Lily e Ray.

Monstros, seres estranhos e outras estranhezas passam a fazer parte da vida dele. Charlie é super engraçado e é legal ver como ele aprende a recolher os objetos com pedaços de alma que lhe são encarregados. Vamos combinar, o trabalho é sujo mas deve ser bem divertido.

Gostei do livro e acho que daria um ótimo filme.

14/02/13

Andei lendo: Foras da Lei (Neil Gaiman, Nick Hornby, Jonathan Safran Foer, Clement Freud e Lemony Snicket)

Por Ana Carolina | Arquivado em andei lendo

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Vou ser bem sincera: comprei esse livro pela beleza dele. Essa capa é linda, removível e por baixo tem a foto de um monstro verde com as palavras “me abrace”em baixo relevo. Por dentro, os contos são ilustrados. Cada um por um ilustrador diferente, duplando com os autores dos contos. Não sou fão de livro de contos, mas não resisti. Triste, mas verdadeiro. Hahaha.

O nome dos autores dos contos enche os olhos, é verdade: tem Nick Hornby, Lemony Snicket e Neil Gaiman. Não sou tão fã do Hornby (um beijo pros fãs que vão per falar COMO ASSIM?), nem do Snicket. Já o Neil Gaiman, por incrível que pareça, ganhou meu coração recentemente quando li a primeira parte de Coisas Frágeis (que ainda tenho que vir falar por aqui).

Os contos são bem juvenis, alguns meio sem pé nem cabeça demais pra mim. Só dois deles realmente me conquistaram.

Pequeno País é sobre um país tão pequeno que é do tamanho de um bairro. Tem time de futebol, mas só se todos os homens do país jogarem porque se não falta jogador. Bobinho, mas legal.

Grimble conta a história de quando os pais de Grimble viajam de surpresa para o Peru e como o menino se vira nessa semana. Gostei bastante, mas achei o final bem caído.

No geral, o livro é divertidinho. Pelo menos pra mim, que não consigo me apegar muito à personagens de contos, acho muito curto para eu me apaixonar por um personagem. Lição aprendida: tenho que evitar livros desse tipo, nunca me encantam muito.

29/01/13

Andei lendo: Morte Súbita (J.K. Rowling)

Por Ana Carolina | Arquivado em andei lendo

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Não sabia muito bem o que esperar de um livro da J.K. que não fosse sobre o mundo de Harry Potter. Evitei ler resenhas e qualquer coisa relacionada ao livro, queria que fosse totalmente surpresa para mim.

Como resolvi que em 2013 ficarei sem comprar qualquer livro novamente (fiz isso em 2011, numa boa), ele foi o último comprado em 2012. Comecei o ano lendo ele porque não aguentava de curiosidade.

O livro conta a história da morte de Barry Fairbrother, um professor do colégio de Pagford e conselheiro da cidade, e como isso afeta a vida de boa parte da comunidade. Pagford é um município minúsculo, cheio de gente futriqueira (interior, né?) e a vaga deixada por Barry no Conselho da cidade causa alvoroço.

Para ser sincera, só achei que o livro engrena de verdade depois da metade. Demorei 20 dias para ler até ali e em 3 li o resto, porque queria saber qual seria o final. Alguns personagens me conquistaram (um beijo, Terry!) e outros eu queria que morressem. Hahaha.

Tem Bola e Andrew, os adolescentes amigos desde infância. A família Mollison, os super escrotos da cidade. A família destroçada pelo vício em heroína da mãe. A solteirona que sonha com uma relação que não existe. O pai de família que espanca todos dentro de casa. Os corruptos, os que tramam contra os outros, os fofoqueiros maldosos. Na real, poucos personagens são bons. Menos ainda são inocentes.

Foi estranho ler referências à sexo e palavrões e pensar que foi J.K. quem escreveu. Também achei algumas partes do livro tristes e o final, realmente pesado. Fiquei meio mal com o que acontece no final, sabe?

No geral, achei o livro bem mais ou menos.

14/01/13

Andei lendo: Quem é você, Alasca? (John Green)

Por Ana Carolina | Arquivado em andei lendo

QUEM_E_VOCEN_ALASCA_1291299317PMiles é um adolescente sem amigos. Ótimo aluno, filho único e apaixonado por biografias, ele coleciona últimas palavras.
Cansado da vida que levava, resolveu ir estudar no mesmo colégio interno que seu pai frequentou quando tinha sua idade e procurar por seu “grande talvez”.

Chegando lá, ganhou um colega de quarto (o Coronel) e um apelido: Gordo. Conheceu também a amiga super interessante e espevitada do Coronel, a Alasca. A turma se completou com Takumi e Lara.

Juntos, eles fumavam, bebiam, estudavam e se divertiam. O Gordo aprendeu a ter amigos e descobriu o que era fazer parte de uma turma, a amar e ser companheiro. Até seu primeiro beijo ele deu. Até que tudo muda (e aí você fica com cara de “COMO ASSIM, PÔ” enquanto lê).

John Green me conquistou quando li A culpa é das estrelas e só me fez gostar ainda mais de suas personagens com Quem é você, Alasca?. O livro é uma delícia, as personagens são encantadoras e a história é sensível e delicada. O homem entrou pro meu hall de autores favoritos. :)

Editado:

A Beatriz me deu a dica nos comentários e tô compartilhando aqui porque achei ótimo: o John Green publicou, em seu canal no youtube, um vídeo mostrando os lugares que descreveu no livro! No vídeo ele conta que ele era igualzinho ao Gordo e que usou como base os lugares que frequentava quando estudou em uma escola interna no Alabama.

Vale muito a pena assistir, principalmente se você já leu o livro:

19/12/12

Andei lendo: Querido e Devotado Dexter (Jeff Lindsay)

Por Ana Carolina | Arquivado em andei lendo

Como achei o primeiro livro da série fraco, não tinha muita esperança para esse. Me enganei um pouco.

Somente o primeiro livro corresponde à série de TV. A partir desse segundo, as histórias são totalmente diferentes (embora algumas coisas lembrem outras que aconteceram na TV). Aqui, Dexter está sob vigilância do Sargento Doakes (não disse que tem coisa que se parece?) e não consegue ter tempo livre para matar. Isso o deixa maluco e o faz fingir uma vida pacata enquanto não consegue pensar em um jeito melhor de se livrar do chato do Doakes.

Nesse meio tempo, um médito louco começa a amputar até quase a morte alguns caras que eram do exército e fizeram alguns trabalhos em El Salvador. A sorte de Dexter: Doakes era um desses caras. O azar: ele não faz a mínima ideia de como fazer o cara pegar Doakes.

Achei a história interessante, essa coisa de médico louco me deixou curiosa para saber quem e o que ele iria amputar em seguida. A parte chata é que o Dexter fica mais burro ainda nesse livro, cansa um pouco. O final também é chatinho, um tanto quanto simples demais. Mesmo assim, achei melhor que o primeiro livro.

04/12/12

Andei lendo: Dexter – a mão esquerda de Deus (Jeff Lindsay)

Por Ana Carolina | Arquivado em andei lendo

Sou fã da série desse serial killer ruivo e gato, mas tinha parado de assistir na época em que a quarta temporada iria começar a passar por pura falta de tempo. Sempre pensava em ler a série de livros que deu origem à ela, mas achava o preço salgado. Até que uma promoção em um site fez com que eu tivesse quase todos os livros por um preço super bacanada.

Já tinha ouvido dizer que o livro era mais fraco que a série de TV, então comecei a ler com expectativa baixa. O Dexter do livro é mais brincalhão, mais espalhafatoso (ele usa camisa florida! Hahaha) e um pouquinho mais burro que o da TV.

A trama desse primeiro livro é, basicamente, a primeira temporada da série. Temos o assassino em série que usa um caminhão frigorífico, mas não temos o nome  legal que foi lhe dado na série (senti saudade do apelido Ice Truck Killer). Senti falta disso e de alguns detalhes que a série da televisão adicionou à história.

No livro é tudo bem mais resumido (claro, afinal na TV a história precisava render 12 episódios de quase 1h cada) e achei bem mais sem graça. Me deu tanta saudade que resolvi assistir de novo tudo, desde a primeira temporada. O Henrique começou a assistir junto e viciou também. Relembrando bem como a história foi contada na TV, achei ainda mais fraco este primeiro livro. Vale a pena ler, mas não vale a pena comparar com o Dexter interpretado pelo Michael C. Hall. Fica a dica. ;)