Pedi o livro no Trocando Livros por pura curiosidade. Um livro infanto-juvenil sobre uma adolescente, escrito por um homem tinha potencial, né?
O livro conta a história de Joana Dalva (sim, é uma brincadeira engraçadinha com Joana D’arc), uma menina de 13 anos que ainda não menstruou, quer ser escritora e mora com pai, mãe, avó e irmão mais novo. Os pais estão quase se separando, a avó vive na cama desde que teve um derrame e o irmão é um pentelho. Ela tem uma melhor amiga, é apaixonada pelo menino mais disputado do colégio e, claro, odeia a gostosona/cabeça-oca que atrai todas as atenções dos meninos. Até que ela descobre que tudo o que escreve vira realidade e faz algumas “adaptações” por conta própria.
Joana é uma daquelas meninas sabe-tudo: sabe escrever melhor que os colegas, analisa a postura da mãe no relacionamento com o pai, se acha mais entendida que as amigas… e me deu preguiça. Ela é engraçadinha e sagaz em alguns momentos mas, no geral, achei chatinha.
Talvez o livro seja infantil demais pra mim (oi? é pra meninas adolescentes e eu tô aqui com mais de 1/4 de século, né?), mas achei chatinho. Tiradinhas bobas, história mega previsível e algumas falhas que denunciam que foi um homem que escreveu (como uma mulher iria estar no salão depilando a virilha, com a janela meio aberta? IMPOSSÍVEL!).
Outra coisa que me desagradou: a sensação ao ler o livro. Não gosto só de ler, gosto de toda a experiência de ler um livro: ver a diagramação, a capa, sentir o papel nas mãos. E aí acheio o maior problema do livro. Achei a driagramação interna beeeem feinha, a letra é meio grande demais e a entrelinha pequena. Além disso, e o papel escolhido (um couche mais grossinho), dá a sensação de estar lendo uma revista ou um grande folheto. :/
Na época em que li o Serial Killer – Louco ou Cruel, da Ilana Casoy, eu ainda não resenhava livro aqui no blog. Mesmo assim, fiz um post falando sobre um dos casos do livro porque fiquei maluca com a narrativa da autora e os detalhes que ela dá. Tava doida pra ler algum outro livro dela e quando vi O Quinto Mandamento dando sopa no Trocando Livros, pedi na hora.
Ilana foi a única jornalista a acompanhar de perto (mesmo!) as investigações do caso Richthofen e, nesse livro, conta em detalhes tudo o que presenciou.
Você lembra do tal caso Richthofen, né? Em 2002 a filhinha rica resolveu recrutar o namorado e o cunhado para matar seus pais, achando que assim estaria livre para fumar maconha, namorar e gastar dinheiro à vontade. Foi descoberta logo, presa e confessou o crime. Simples assim. Aqui dá pra ler mais um pouquinho, pra refrescar a memória.
Ilana começou a acompanhar o caso logo no dia seguinte ao crime. Não esteve na casa no momento em que os policiais chegaram pela primeira vez à casa, mas ouviu “frescos” os testemunhos dos policiais e peritos que lá estiveram. Acompanhou depoimentos dos envolvidos e, como relata no ponto alto do livro, acompanhou a reconstituição do crime, feita com os três culpados: Suzane, Daniel Cravinhos (o namorado) e Cristian (o cunhado). Viu Daniele e Cristian terem crises de choro e Suzane reviver passo a passo aquela noite sem demonstrar qualquer emoção. O livro acaba com a reconstituição e promete uma segunda parte, com o julgamento (que só foi acontecer em 2006).
Suzane tinha 19 anos, já tinha carro, fazia faculdade, tinha viajado várias vezes pro exterior, estudado nas melhores escolas, roupas da moda, dinheiro para passear. As pessoas próximas à família descreviam os pais da garota como amáveis e preocupados com a filha. Então porque ela teria motivos para matar os pais? Simples: eles não aprovavam seu namoro com Daniel, alegavam que os dois “eram de mundos diferentes”. Injusto? Talvez? Razão para mandar os pais? Nunca.
Ela armou tudo com o namorado, convidou o cunhado a participar do crime, tirou o irmão mais novo de casa para que ele não fizesse parte do crime, enterrou os pais, deu festa de aniversário, tinha planos para gastar a herança. O que deu errado? Nem ela, nem os comparsas, eram muito inteligentes e deixaram várias pistas para trás.
Agora me diz: uma criatura dessa merece que a gente gaste nosso suado dinheirinho mantendo ela na cadeia? Ai, gente. Pode reclamar, mas eu sou a favor da pena de morte pra gente tão sem coração assim. Vocês realmente acham que uma pessoa que arma o assassinato dos pais só porque eles proibem um namoro realmente tem chance de recuperação? Eu não tenho tanta fé no ser humano, pra concordar com essa teoria. E talvez a Suzane também concorde comigo, lembra da vez que ela fingiu ser frágil e meio doida?
Já tinha ouvido falar na série d’O Guia do Mochileiro das Galáxias, mas foi só quando ouvi o Nerdcast sobre Douglas Adams que fiquei doida de vontade de ler. Já que estava mais ou menos perto do meu aniversário, dei uma choradinha no twitter e pedi a coleção por lá. Não é que a Jú-querida-rhyca-phyna me deu? Hahaha. uma surpresa maravilhosa, mais uma vez, suuuper obrigada, Jú! :***
A série conta a história de Arthur Dent, o único humano a sobreviver à destruição da Terra (que estava atrapalhando a construção de uma rota galáctica e por isso foi explodida) graças à seu amigo Ford Prefect (que na verdade nasceu em um “planeta perto de Betelgeuse” e estava disfarçado de humano aqui na Terra pelos últimos 10 anos) e sua viagem pela Galáxia. O nome da série vem do maior guia para mochileiros das galáxias, o mais vendido e mais completo, que é frequentemente consultado por Arthur e para quem Ford trabalha.
Esse primeiro livro conta como e por que a Terra é destruída, a fuga dos dois do planeta e apresenta um pouco da política interplanetária, já que os dois acabam indo parar na nave em que o presidente do universo está fugindo.
Quando falarem pra você que o Douglas Adams tem um humor ótimo e que brinca o tempo todo com a insignificância dos humanos e do planeta Terra para o universo, acredite nisso. Eu já tinha sido “avisada” disso pelo Nerdcast e o livro correspondeu perfeitamente às minhas espectativas. Me diverti, dei risadas e adorei todo esse universo que o autor criou.
Li esse livro logo que ganhei e, como me conheço, estou lendo outras coisas entre um volume e outro, para não enjoar. Só agora vou começar o segundo.
Daí que já vejo algumas pessoas na revolta só de ver que vou resenhar o livro da Carrie Bradshaw adolescente. “Você não vive dizendo que Sex and the City é uma droga?”. Sim, vivo. E continuo achando. Mas olha só: sou uma pessoa fraca. Não resisto à livros adolescentes, nem à capas bonitas. Então olhaí porque comprei o livro da Carrie.
Desde o lançamento do livro fiquei querendo comprar, mas relutava porque li à duras penas Sex and the City e peguei uma birra enorme da autora. Mas aí veio minha orgia literária na Saraiva, o preço tava bom e o desconto era melhor ainda e não resisti. Ainda bem.
O livro é leve e é bem legal “ver” a família da Carrie: pai, mãe (que já morreu, mas é muito citada) e duas irmãs mais novas. Também é legal ver que desde o colégio Carrie nunca teve só uma melhor amiga, mas sempre uma turminha. Claro que as meninas já tem todo o estereótipo das amigas que Carrie arranja em NY: a perfeitinha e meiga, a independente e inteligente e a devoradora de homens. Claro que tudo em uma escala de meninas de 17 anos, né? Mas enfim, os perfis são os mesmos.
Toda a história se passa no período de um ano (o último de Carrie no colégio) e ela reencontra um menino que gostava quando era mais nova, escolhe a faculdade, vai pra balada, vê os amigos tomando decisões importantes… bem aquela coisa de final de colégio é hora das grandes decisões da vida, manja?
Uma coisa que gostei MUITO: a ambientação. Carrie era colegial na década de 80 e toda vez que ela diz como se vestiu para alguma ocasião dá pra imaginar direitinho, com a moda 80’s super bem marcada. Tem também bastante referência musical. O livro viraria um ótimo filme adolescente bem à moda de Gatinhas e Gatões ou O Clube dos 5. Adorei.
Cyd Charisse é uma adolescente que foi expulsa do internato onde estudava depois de ter sido pega dando uns malhos com o ex-namorado, em uma sala cheia de garrafas de bebida e caixas de remédio tarja preta. Agora mora com a mãe, o padrasto e dois meio-irmãos, mas a relação com a família é terrível.
Por causa de uma acidente (foi pega roubando em uma loja), tem que prestar serviço comunitário em um asilo, onde conhece Pão-Doce (uma senhorinha super querida) e Siri, um menino de sua idade, surfista e mais baixo que ela, que vira seu namorado.
Achei fofo Cyd sonhar em criar e viver em uma comunidade afastada, cada hora de um jeito. Uma comunidade hippie, uma comunidade só com coisas feitas de mel.. ela vai mudando a fantasia de como essa comunidade seria ao longo do livro.
Enfim, Cyd é uma menina que já transou com alguns meninos, já fez aborto, já usou drogas e já se meteu em muitas encrencas, mas agora tem que se ajustar à vida em família e ao fato de ter o namorado dos sonhos.
Claro que ela continua se metendo em confusão e vai passar um tempo com seu pai biológico, Frank. Lá conhece um pouco mais o pai e os meio-irmãos, com quem nunca tinha tido contato.
Ah! E por quê o livro chama Pão-de-mel? Esse é o nome da bonequinha que acompanha Cyd desde os 5 anos e com quem ela conversa e interage o tempo todo.
Adorei a personagem, toda rebelde wannabe, mas super ingênua. Tô doida pra ler a sequência, Siri.
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Sempre achei que Meg Cabot só escrevesse romances infanto-juvenis e bem por isso (e pelo nome do livro), esperava algo mais adolescente desse livro. Me enganei, mas gostei do engano.
O livro conta a história de Melissa, uma jornalista que veio do interior para morar e trabalhar em NY, que um belo dia salva a vida de sua vizinha velhinha e rica ao encontrá-la machucada e desacordada em seu apartamento. A partir daí ela tem que cuidar do cachorro e dos dois gatos da vizinha e procurar pelo único parente vivo da velhinha, seu sobrinho, enquanto ela está em coma.
O tal sobrinho é um fotógrafo famoso e que pouco se importa com a tia, então resolve ir passar um tempo viajando com uma modelo e pede para um amigo ir em seu lugar, só para que se um dia a tia acordar, ache que ele esteve o tempo todo cuidando dos seus bichinhos e não o tire do testamento.
Claro que Melissa e John (o tal amigo) se apaixonam, namoram e ele não fala que não é o sobrinho da vizinha, nem seu verdadeiro nome. Claro que no final tudo dá certo, como todo bom chick-lit.
Ando meio cansa de chick-lit exatamente por isso: a mocinha ou o mocinho sempre fazem trapalhadas, mas no final todo mundo vive feliz para sempre e você sabe disso desde a primeira página do livro. Quase sempre, meio óbvio demais. O que diferencia é como os autores escolhem contar a história, né? E Meg Cabot se deu bem escolhendo contar toda a história só através de e-mails que os personagens trocam. É bem legal ver como cada personagem escreve. hehe.
Gostei, mas não é um livro que leria de novo. Por isso mesmo, ele vai para o Trocando Livros hoje mesmo.