Demorei um monte pra falar de filmes por aqui, né? Convidei as blogueiras queridas e tem muita indicação boa, vale muito a pena conferir:
Bru Costenaro
Peixe Grande – Tim Burton
Sinopse: Um homem que viajou o mundo se diverte contando suas aventuras quando jovem, mas enfrenta problemas de relacionamento com seu filho. Dirigido por Tim Burton (Ed Wood) e com Albert Finney, Ewan McGregor, Jessica Lange, Steve Buscemi, Billy Crudup, Danny DeVito e Helena Bonham Carter no elenco. Recebeu uma indicação ao Oscar.
Opinião da Bruna: Incrível que já vi muitas vezes que este filme iria passar, mas nunca havia tido oportunidade de ver, neste último domingo eu vi, e me apaixonei, um filme repleto de fábulas, fala das coisas simples da vida na visão de um contador de histórias, que não só transforma o que aconteceu em sua vida, mas faz com que estas histórias transmitam o sentimento que teve ao vivê-la. Uma pena que seu filho não compreende o sentido destas. Destaque para a cena em que o homem conhece sua esposa, simplesmente doce e mais doce ainda o que ele faz para ficar com ela.
Abram seus corações e deixem está linda história fazer parte de vcs ^^
Podia descrever mais detalhes, mas estragaria a magia das cenas, além da surpresa final!
.
Cris Marques
As 5 pessoas que você encontra no céu – Lloyd Kramer
Sinopse: O filme de 2004 é uma adaptação do livro de mesmo nome de Mitch Albom. Seu enredo além de ser narrado de forma deliciosa, transforma o filme em uma agradável viagem pela vida, ou melhor, pela morte de Eddie (John Voight, que é nada mais nada menos que o pai da Angelina Jolie). Tudo começa com a sua passagem para o céu e lá ele irá encontrar 5 pessoas que marcaram a sua trajetória na terra, mesmo que ele não saiba disso. Aprendendo valiosas lições com cada uma delas ele irá perceber que o contrário do que pensa sua vida foi sim muito importante para milhares de outras pessoas.
Opinião da Cris: Minha mãe que me emprestou o filme, mas depois de muito enrolar, sem querer, coloquei ele para assistir, além de chorar horrores com a linda estória ainda me senti mais feliz depois que ele terminou, como se tivesse refletido obre minha própria vida, por isso eu suuuuuuper recomendo!!!!!!
.
.
.
Dana
Fale com ela – Almodóvar
Sinopse: Benigno é um cara super tímido que passou a vida toda cuidando da mãe. Ele se apaixona por uma bailarina de uma academia ao lado de sua casa (Alycia). Um dia essa garota sofre um acidente e entra em coma profundo. Benigno, que é enfermeiro, vai para o hospital para cuidar dela dia e noite! Ao mesmo tempo, ocorre a história de Lydia, uma toureira espanhola que termina seu relacionamento com um colega de trabalho chamado “El Niño”. Então ela conhece um jornalista argentino chamado Marco, os dois se apaixonam e se casam. Porém, um dia ela não consegue se desvencilhar de um touro, que a machuca e a faz entrar em coma também!
No hospital, Benigno e Marco se encontram e começam a se conhecer a partir do fato de as duas mulheres estarem hospedadas em coma. Daí pra frente é muuuita história, e só assistindo pra ver como isso termina!
Opinião da Dana: Fale com ela (Hable con Ella – 2002) é um filme muito interessante do diretor espanhol Pedro Almodóvar. Assisti essa semana para uma aula de Cinema na facul, e acho que é um daqueles filmes que todos deveriam ver pelo menos uma vez na vida.
Ah, o filme tem trilha sonora de Elis Regina, e até uma ceninha com Caetano Veloso.
Ganhou o Oscar de melhor roteiro original, e o Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro. Assistam!
.
Deborah
Diário de uma paixão – Nick Cassavetes
Sinopse: Numa clínica geriátrica, um dos internos que relativamente está bem, lê para uma interna com um quadro mais grave a história de Allie Hamilton e Noah Calhoun, dois jovens enamorados que em 1940 se conheceram num parque de diversões. Eles foram separados pelos pais dela, que nunca aprovaram o namoro, pois Noah era um trabalhador braçal e oriundo de uma família sem recursos financeiros. Para evitar qualquer aproximação, os pais de Allie a mandam para longe. Por um ano Noah escreveu para Allie todos os dias mas não obteve resposta, pois a mãe dela interceptava as cartas de Noah para a filha. Crendo que Allie não estava mais interessada nele, Noah escreveu uma carta de despedida e tentou se conformar. Allie esperava notícias de Noah, mas após 7 anos desistiu de esperar ao conhecer um charmoso oficial, Lon Hammond Jr., que serviu na 2ª Grande Guerra (assim como Noah) e pertencia a uma família muito rica. Ele pede a mão de Allie, que aceita, mas o destino a faria se reencontrar com Noah. Como seu amor por ele ainda existia e era recíproco, ela precisa escolher entre o noivo e seu primeiro amor.
Opinião da Deborah: O filme é simplesmente lindo, emocionante, uma história de amor daquelas de tirar o fôlego. Me apaixonei mesmo e me arrependi de não ter visto antes. Tudo é tão lindo e bem pensado… o figurino, os cenários, as paisagens, a trilha sonora e, é claro, a Rachel McAdams como Allie! Ela tá demais.
Tô aqui até agora tentando pensar em algo que não gostei mas não rola. O filme é perfeitinho mesmo!
.
Paula Rangel
Os excêntricos Tenembaums – Wes Anderson
Sinopse: Minha dica é de um filme de 2001, do diretor Wes Anderson escrito também pelo Owen Wilson. Trata-se da história de três irmãos geniais (Gwyneth Paltrow, Luke Wilson e Bem Stiller), filhos de um pai rude (Gene Hackman) que é expulso de casa pela mulher (Anjelica Huston) quando os meninos ainda eram pequenos. Após 22 anos de sumiço, resolve reunir a todos para pedir desculpas e anunciar sua doença terminal. O desenrolar desse reencontro mostra a história dessa família, que é muito intensa, passando pela tragicomédia, despertando semelhanças com nossos comportamentos bizarros do dia a dia, que muitas vezes não percebemos. Há muito amor, tristeza, risadas, delicadezas e lágrimas neste filme.
Opinião da Paula: Achei ideal para assistir debaixo de edredom, pois é uma de-lí-cia de assistir. A fotografia do filme é aconchegante, tem tons tão bonitos… Fica a dica do trailler oficial e da ficha completa do filme no imdb.
.
.
.
Raquel
Jackie Brown – Quentin Tarantino
Sinopse: Contrariando a linha “frio-é-pra-ver-filme-amorzinho”, Jackie Brown, que conta a história de uma comissária de bordo falida que, pra melhorar de vida, resolve investir em uma ação arriscada, envolvendo traficantes, drogas e policiais. Tudo isso com uma trilha sonora de primeira qualidade, boas atuações e diálogos típicos do universo Quentin Tarantino.
Opinião da Raquel: Com um elenco recheado de figurinhas conhecidas, marca a volta da musa negra dos anos 70, Pam Grier. Aliás, o filme parece que foi feito pra ela. Pra quem não a conhece, cliquem aqui.
O filme não é muito fácil de encontrar em locadoras mas vale a pena a busca.
.
.
.
.
.
Thais Aux
Kill Bill – Quentin Tarantino
Sinopse e opinião da Thais misturadas: A fofa da Ana me convidou pra falar sobre cinema em um post especial pro blog dela. E cinema é minha cara! Ela disse que eu deveria falar sobre um filme que eu gosto muito. Nem precisei pensar muito: KILL BILL!
Muita gente não gostou de Kill Bill. Mas quem gostou, AMOU! Kill Bill é assim mesmo, ou você ama, ou você odeia!
O filme tem direção de Quentin Tarantino, e apesar de ser originalmente um filme só, foi dividido em dois (Para aumentar os lucros? Ou para aumentar a tensão?). A primeira parte estreou em 2003 e seis meses depois, a segunda parte chegou às telonas.
A história é bem simples: uma mulher sofre tentativa de assassinato no dia de seu casamento, enquanto estava grávida, fica 4 anos em coma, e quando acorda, quer vingança! A personagem é interpretada pela loiríssima Uma Thurman, que já havia trabalhado com Quentin em Pulp Fiction. O diretor conta a história fora da ordem cronológica, de forma que o primeiro capítulo é o 2. Logo no começo vemos a luta da personagem que chamamos de “A Noiva” quebrando a cara da malvada Vernita Green (Vivica A. Fox). Descobrimos que elas já trabalharam juntas no passado. Eram assassinas de aluguel. O chefe delas? Bill, interpretado por David Carradine (que recentemente foi encontrado morto em circunstâncias auspiciosas).
E em seguida acompanhamos a caminhada da personagem, que quer matar seus oponentes um por um. Para isso, ela precisa da arma perfeita: uma espada japonesa (katana), feita pelo mestre Hattori Hanzo (Sonny Chiba). Outro mestre a ajuda nessa caminhada é Pai Mei, que ensina a arte do kung fu para a moça. Destaque para a sequência da casa das folhas azuis, filmada no Japão, onde a Noiva mata os Crazy 88, liderados pela O-Ren Ishii (Lucy Liu), a primeira da lista e chefe da Yakuza.
O segundo filme tem mais ares de western spaghetti, mais lento, as músicas são diferentes (minha preferida é L’arena, de Ennio Morricone), e acaba com o embate entre a Noiva (cujo nome é revelado lá pro meio do segundo filme) e Bill, com uma revelação surpresa. Ela também vai atrás de Budd (Michael Madsen) e Elle Driver (Daryl Hannah, que assoviou a música que ficou famosa no primeiro filme).
O filme é cheio de referências a quadrinhos, filmes antigos e a obras do próprio Tarantino, como a fala de Vernita: “Eu que deveria ter sido Black Mamba”, o apelido da personagem principal quando fazia parte das D.I.V.A.S. Essa fala remete ao primeiro filme dele, “Cães de Aluguel”, em que o Mr. Pink diz que deveria ser o Mr. Black.
Ótimo roteiro, direção e trilha sonora. Uma obra de arte. Kill Bill é imperdível!
.
Eu
Labirinto do Fauno – Guillermo Del Toro
Sinopse: O filme em um cenário da Guerra Civil Espanhola, narra a história de uma menina, chamada Ofélia, que é levada pela mãe para um acampamento militar onde seu novo marido, um sanguinário capitão franquista, combate rebeldes anarquistas e republicanos escondidos na floresta. Atraída por uma fada que entra em seu quarto Ofélia é levada a um labirinto onde vive um fauno. O Fauno após examiná-la afirma ser ela a princesa desaparecida do reino subterrâneo do qual o labirinto é apenas o portal, para provar isso Ofélia é obrigada a executar três tarefas. Ela põe então em prática as ordens do fauno. Num cenário muito violento, o filme mistura ficção com realidade.
Minha opinião: Quando assisti ao filme no cinema saí de boca aberta e sem saber o que achava: Será que Ofélia era louca e era tudo uma história inventada na cabeça da menina? Será que aquilo era uma lenda em que a menina sem ter muito no que acreditar acabou levando muito à sério?
Sempre que dá assisto mais uma vez esse filme e hoje, depois de umas 6 ou 7 assistidas, acho mesmo que Ofélia era louca e que inventou tudo.
A história é ótima, mas o que faz esse filme ser tão bom é a direção de arte e figurino: tudo lindo, sombrio e realmente bem feito. Os monstros (inclusive o fauno) são todos interpretados por Doug Jones (o único ator magro o suficiente para caber nessas fantasias e na de outros filmes do Del Toro) e não têm nada de 3D, o que deixa o trabalho realmente incrível.
Não é um filme leve, então não espere sair sorridente depois de assistí-lo. Há cenas bem fortes, histórias tristes e algumas questões ficam no ar.
.
E você, tem algum filme pra indicar pra gente?